Política

Infectologista Roberto Badaró reforça necessidade de isolamento: 'Pico vai ocorrer nas próximas duas semanas'

Médico alerta para continuidade de medidas que restringem circulação de pessoas, necessárias para conter pandemia

[Infectologista Roberto Badaró reforça necessidade de isolamento: 'Pico vai ocorrer nas próximas duas semanas']
Foto : Matheus Simoni/ Metropress

Por Juliana Almirante no dia 26 de Março de 2020 ⋅ 08:04

O médico infectologista Roberto Badaró alertou sobre a necessidade de a população brasileira continuar seguindo as recomendações de autoridades médicas sobre a necessidade de isolamento social, diante da pandemia do novo coronavírus.

"Uma das coisas fundamentais que tem que ser feitas é  a redução de circulação de pessoas, para o vírus parar de circular. Não tem mais espaço para gestores dizerem que é um exagero fazer essa contenção. O pico vai ocorrer nas próximas duas semanas, então nessas duas semanas tem que fazer restrição do circulação, porque em cada bairro que acontecem casos vai explodir, se não houver contenção das pessoas que circulam naquele local", declarou.

Badaró diz que espera que os Estados brasileiros sejam firmes nas medidas de restrição de circulação de pessoas, já que a previsão é de que o pico maior deve ser na primeira e segunda semanas do mês de abril.  

"Se a gente der uma segurada até essa fase, as coisas vão ser reorganizadas. Vamos fazer os testes para todos aqueles que tem que trabalhar, para não ter colapso, mas não precisa essa carga inteira", recomendou.

Ele também contou que, de acordo com um cientista italiano com quem ele trabalha, já são 3.650 casos de Covid-19 em profissionais de saúde e 481 mortes não são na faixa de idosos.

"Ele mostrou que indivíduos abaixo de 40 anos também morrem. É verdade que a maioria desses pacientes tinham alguma 'comorbidadezinha', não era aquela coisa tão severa, não. Quando você de idoso, não é um indivíduo caquético e acabado. É um individuo com hipertensão, com diabetes, como os profissionais de saúde tem. Então tem que proteger esse Exército, se não a batalha está perdida", declarou.

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