Política

ACM Neto diz que não há risco de golpe no país e afirma estar 'na linha de frente da democracia'

Presidente do Democratas criticou Bolsonaro e afirma que presidente adota política do enfrentamento das instituições democráticas

[ACM Neto diz que não há risco de golpe no país e afirma estar 'na linha de frente da democracia']
Foto : Max Haack/Secom/PMS

Por Matheus Simoni no dia 13 de Maio de 2020 ⋅ 10:23

O prefeito de Salvador e presidente nacional do Democratas, ACM Neto, afirmou que não existe no país um risco de golpe militar ou de uma ruptura democrática, mesmo com ameaças do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido). Em entrevista a Mário Kertész hoje (13), durante o Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, ele afirmou que estará na linha de frente caso seja necessário defender a liberdade da população.

"Não há nenhum risco de golpe e intervenção militar, está inteiramente afastado e não há ninguém que possa nesse momento comprometer a democracia, que é inegociável. Seu amigo aqui vai estar na linha de frente da democracia. Seu eu tiver que ir pra rua para defender a democracia, para me expor na defesa da democracia, eu vou com toda coragem. A única coisa que não podemos ter no país é o comprometimento da liberdade do cidadão. Acho que isso, graças a Deus, está afastado pelo juízo da maioria dos políticos e dirigentes desse país", declarou o prefeito. 

Ainda de acordo com Neto, Bolsonaro não demonstra ter noção da importância do cargo ao defender o fim das medidas de isolamento social. "No que se refere ao coronavírus, na maioria das vezes, essa não é a postura do presidente. Ele parte para uma linha de enfrentamento. Não dá, gente, no dia que o país está vivenciando e presenciando 10 mil óbitos pelo coronavírus, ele não pode andar de jetski. Temos que dar exemplo, pelo amor de Deus. Falei agora do corte de 30% do meu salário. A autoridade e liderança tem que ser um guia, um farol neste momento. Não dá para brincar com esse tipo de coisa, ir comer sonho ou pastel na padaria da esquina como se nada estivesse acontecendo neste país", afirmou o democrata.

"Além das 10 mil vidas, demos milhares de pessoas doentes e com medo, sofrimento de tantas outras que perderam seus entes, pessoas assustadas com o desemprego, com falta de dinheiro e passar fome. Não dá para aceitar esse tipo de postura", acrescentou.

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