Política

Governo Bolsonaro 'agrega cúmplices, e não aliados', diz Dayane Pimentel

'Ninguém da esquerda dizia que haveria ruptura ou AI-5', criticou a parlamentar, que acusou o presidente de implantar um sistema de governo 'unilateral e autoritário'

[Governo Bolsonaro 'agrega cúmplices, e não aliados', diz Dayane Pimentel]
Foto : Metropress

Por Matheus Simoni no dia 28 de Maio de 2020 ⋅ 08:30

A deputada federal Dayane Pimentel (PSL-BA) fez críticas à atuação do presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) em meio à pandemia e a crise política do país. Em entrevista a Mário Kertész hoje (28), na Rádio Metrópole, a parlamentar afirmou que o governo está em busca de cúmplices, e não aliados.

"Na minha visão é um absurdo trocar o ministro técnico da pasta mais discutida na atualidade, vivendo o que estamos vivendo. No meio disso tudo, o ministro da Justiça, considerado o maior ícone no combate à corrupção, que também deixa o governo com suas justificativas altamente plausíveis. Ninguém é obrigado a continuar em um governo onde não se agrega aliados, se agrega cúmplices. É um momento muito difícil", declarou a deputada.

"Se não bastassem as causas naturais e biológicas que estamos enfrentando, ainda temos que saber lidar com o sistema político vigente, que se mostra cada dia mais unilateral e autoritário. É com muita dificuldade, mas com muita resiliência do Congresso. Estamos buscando aprovar e discutir medidas que venham minimizar o que estamos enfrentando", acrescentou. 

Ainda de acordo com Pimentel, os pensamentos autoritários do presidente não encontram respaldo no Congresso Nacional. "Em cima de trio e em manifestações, eu sempre falava que não queria mais a esquerda e que o Brasil se transformasse numa Venezuela. O PT ficou 20 anos, essa ameaça é o campo de uma ameaça que nós de direita entendemos. É diferente do que Eduardo Bolsonaro, o presidente e o general Heleno dizem. A gente não via ninguém da esquerda dizendo que haverá sim uma ruptura, só não se sabe quando, com necessidade de AI-5. A esquerda podia até pensar, mas nunca ia na burrice e ignorância de dizer isso abertamente. É meu papel reagir, estou reagindo independente do presidente ser Lula ou Bolsonaro", afirmou a parlamentar

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