Política

Álvaro Dias critica tom 'provocador' de Bolsonaro e avalia gestão de Moro

Senador lamenta 'arrogância, prepotência e valentia verborrágica' do presidente da República

[Álvaro Dias critica tom 'provocador' de Bolsonaro e avalia gestão de Moro]
Foto : Beto Barata/Agência Senado

Por Matheus Simoni no dia 02 de Junho de 2020 ⋅ 11:00

O senador Álvaro Dias (Podemos-PR) criticou o tom adotado pelo presidente Jair Bolsonaro (Sem partido) diante das recentes manifestações antifascismo ocorridas no país desde o último final de semana. Em entrevista a José Eduardo hoje (2), no Jornal da Bahia no Ar da Rádio Metrópole, o parlamentar disse que as falas do presidente não correspondem ao que o país necessita para superar a crise ocasionada pela pandemia de coronavírus.

"Quando há uma provocação, vem a reação. As atitudes do presidente são provocadoras. Essa arrogância, prepotência e valentia verborrágica vai provocando. Quando as dificuldades chegam, a revolta se torna maior diante da provocação. As dificuldades estão aí e os problemas estão à nossa frente praticamente insolúveis. O desemprego crescendo demais e famílias perdendo seus entes queridos", declarou Dias.

Questionado sobre a atuação de Sérgio Moro no Ministério da Justiça e Segurança Pública, o senador disse que o ex-juiz federal de Curitiba não teve apoio de Bolsonaro para projetos importantes. "Ele foi bastante atrapalhado, mas conseguiu alguns avanços e não promoveu alguns retrocessos. Mas tivemos retrocessos no combate à corrupção e episódios que significaram retrocessos, mas que não foram patrocinados por ele. Ele tentou aprovar o pacote anticrime, anticorrupção e antiviolência e foi obviamente comprometido na sua ação pela ausência do presidente da República", apontou o parlamentar.

"Falta de apoio, o presidente dizia que isso não era prioridade, que era a economia. Na verdade, não era nem a economia e nem o anticrime, anticorrupção e antiviolência. No final do ano, tivemos a aprovação do pacote, mas foi devastado pela Câmara dos Deputados, que tirou questões essenciais. O ministro Moro insistiu, persistiu e resistiu durante algum tempo até que achou melhor jogar a toalha e ir para casa", acrescentou.

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