Política

Ciro alerta para possíveis infiltrados bolsonaristas em manifestações antifascismo

Ex-ministro aponta ter informações de que grupos bolsonaristas participaram de ato em Curitiba e promoveram baderna a mando do presidente

[Ciro alerta para possíveis infiltrados bolsonaristas em manifestações antifascismo]
Foto : Matheus Simoni/Metropress

Por Matheus Simoni no dia 04 de Junho de 2020 ⋅ 10:44

O vice-presidente nacional do PDT e ex-governador do Ceará, Ciro Gomes, afirmou que as manifestações antifascismo e contra o governo de Jair Bolsonaro (Sem partido) precisam ser rediscutidas. Ele apontou ter informações de que grupos bolsonaristas estão se infiltrando nos atos para promover a baderna. "Queimaram a bandeira do Brasil, tocaram fogo na porta do Tribunal de Justiça e desenharam a foice e o martelo. Você acha que algum democrata vai fazer isso? São os milicianos do Bolsonaro que vão tentar fazer isso para dar pretexto para fazerem aquilo que eles pensam fazer, que é restaurar a ordem por um pulso autoritário", apontou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole hoje (4). 

"Eu estou muito angustiado com esse momento do Brasil. Eu estou achando que Bolsonaro vai produzir cadáveres para além da pandemia. Hoje, toda a comunidade científica internacional está olhando para o Brasil pelo tamanho do desastre que está praticamente posto. A gente ainda tem que lutar para evitar, mas do jeito que estão fazendo, saindo precipitadamente do isolamento social, sem testar, com essas contradições de político brigando por remédio, ficar na televisão, onde é que nós vamos parar e levar nosso povo?", acrescentou. 

Ciro Gomes ainda apontou aspirações autoritárias e neofascistas em grupos de apoiadores de Bolsonaro. Ele ainda classificou Sara Winter, ativista e líder do autodenominado "Grupo 300 do Brasil", como "vagabundinha". "Um magote de abestados, de preto, de máscaras e tocha marcando e repetindo a estética nazifascistas, puxados por uma vagabundinha. As pessoas agora têm o tal do politicamente correto. Eu não estou falando vagabunda do ponto de vista da prostituta não. Eu falo do ponto de vista uma ociosa, que ganhava dinheiro sem trabalhar no ministério da Damares e agora chama ministro para brigar no tapa. Eu sou do tempo em que a lei e a ordem se faziam autoridades. Eu não acho que a gente deve abrir mão não, é preciso que as autoridades e as pessoas dêm exemplo", declarou o pedetista.

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