Vote na disputa pelo Prêmio PEBA para piores empresas da Bahia>>

Quarta-feira, 10 de dezembro de 2025

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Política

/

"É um ingrediente novo da política nacional"; diz Imbassahy sobre carta

Política

"É um ingrediente novo da política nacional"; diz Imbassahy sobre carta

O deputado federal e ex-prefeito de Salvador Antonio Imbassahy analisou as relações entre PT e PMDB diante do agravamento da crise no governo federal e, consequentemente, na política nacional. [Leia mais...]

"É um ingrediente novo da política nacional"; diz Imbassahy sobre carta

Foto: Tácio Moreira/ Metropress

Por: Milene Rios e Matheus Simoni no dia 08 de dezembro de 2015 às 07:53

Depois da carta do vice-presidente da República, Michel Temer (PMDB), para a presidente Dilma Rousseff (PT), que veio a público na última segunda (7) à noite, no Palácio no Planalto, os ânimos ficaram exaltados no Congresso Nacional. O deputado federal Antônio Imbassahy (PSDB) comentou o conteúdo do texto, durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (8). Segundo o ex-prefeito de Salvador, não há mais condições de o governo e o PMDB manterem relações institucionais.

"A carta esgota qualquer tipo de relação do PMDB com a presidente Dilma. Ele [Temer] registra em carta, evitando que as palavras se dissipem pelo tempo. Temer acusa a presidente de falta de caráter, no sentido das relações pessoais com ele, de modo que ela teria sabotado as relações com o partido. Na hora em que ele mais precisava, ele deu apoio político a ela. Acho que a carta vai ter uma repercussão muito grande na comissão que vai votar o impeachment da presidente Dilma", avaliou o deputado. 

Imbassahy afirmou ainda que Leonardo Picciani (PMDB=RJ), líder do partido na Câmara dos Deputados, vai enfrentar muitos obstáculos para reconstruir as relações entre PT e PMDB. "Uma grande parte já despongou do governo há muito tempo. Recomendo a toda população brasileira que leia a carta. Não tem mais condições de o PMDB continuar no governo. O líder Picciani vai ter grave dificuldade de conduzir a bancada. Agora vai se consagrar esse rompimento", disse.