Política

Tabata Amaral sobre Weintraub: ‘O Brasil não fez nada para merecer isso’ 

Deputada há um ano e meio, Tabata disse que a aprovação do Fundeb foi uma das “grandes alegrias da legislatura”

[Tabata Amaral sobre Weintraub: ‘O Brasil não fez nada para merecer isso’ ]
Foto : Reprodução / Youtube

Por Alexandre Galvão no dia 29 de Julho de 2020 ⋅ 13:08

Deputada federal por São Paulo, Tabata Amaral analisou as escolhas do presidente Jair Bolsonaro para o ministério da Educação. A parlamentar lembrou que o governo já está no quarto comandante da pasta, sendo que o terceiro ficou no posto por cinco dias e o último a assumir está afastado por conta do coronavírus. Para Tabata, os nomes que passaram no MEC e tiveram tempo de “mostrar trabalho” não enxergavam a potencialidade do cargo. 

“Digo com convicção que nunca vi a educação ser tão desprezada. Dois ministros que não entendiam, não priorizaram e via educação como palco para disputa ideológica. Deveriam pensar que esse era o caminho para o país ser justo. Eles olhavam pro MEC e viam carguinhos, espaços para projeto de poder de algumas pessoas, por mais que eu tenha visão de mundo diferente do governo bolsonaro, o governo que não entende a educação. Olha para o MEC e não vê a escola como a máquina da democracia e trata a educação com desprezo enorme”, afirmou, em entrevista a Mário Kertész, na Rádio Metrópole

Defensora de mudanças na educação, Tabata Amaral criticou a postura do ex-ministro Abraham Weintraub, que deixou o posto após pedir a prisão dos onze ministros do Supremo Tribunal Federal. “Nosso país não fez nada para merecer aquele ministro. Os erros de português dele eram pra chamar atenção, as brigas foram para chamar atenção. Você vê o ministro o dia todo que ficava criando confusão para chamar atenção. Qual foi o prêmio?ganhar uma posição com salário gigantesco. Acho que a gente não se livrou disso, vamos passar muita vergonha. Espero que não o aceitem no Banco Mundial, uma pessoa desbocada”. 

Deputada há um ano e meio, Tabata disse que a aprovação do Fundeb foi uma das “grandes alegrias da legislatura”. “O Fundeb é mais da metade da educação básica. Vencia esse ano e a gente estava um ano e meio trabalhando no Congresso para não só renovar, mas torná-lo melhor. O governo não quis participar e nos 45 do segundo tempo, tentou atrapalhar, mas mesmo assim o Fundeb foi aprovado com sete votos contrários de apoiadores do governo. A educação ainda pode nos dar esperança”.  

Tamo Juntas na Política – À frente de um movimento que quer incentivar a participação de líderes femininas na política, Tabata ressalta que a diversidade contribui para a diminuição de desigualdades e melhora a gestão pública. “É um movimento nacional suprapartidário por mais mulheres na política. Queremos a política para todo mundo. Vários estudos mostram que mais mulheres na política, à frente das prefeituras, fizeram a mortalidade infantil cair, melhorava o combate à corrupção, desenvolvimento. Não é por ser melhor ou pior, mas por todo mundo ter que participar. Esse movimento vem para enfrentar esses obstáculos. Fizemos uma seleção, temos 51 líderes e são mulheres aguerridas. Quem quiser conhecer mais estamos em todos as redes @vamosjuntasnapolitica”, indicou.

Entregadores – Atenta às manifestações de entregadores por aplicativo, que cobram mais direitos e salários mais dignos, Tabata Amaral afirmou a MK que apresentou um projeto que moderniza a legislação vigente. “Apresentei projeto de lei respondendo ao problema dos entregadores. Um estudo mostrou que um entregador tem que trabalhar mais de 12h para receber menos de um salário-mínimo. Qual o desafio? Não estamos falando de CLT. A gente precisa cria rum modelo de trabalho que abrigue isso, mas que não exclua direitos. Criamos o trabalho sob demanda, colocamos direitos básicos, ninguém pode receber menos que o salário-mínimo hora, as empresas têm que dizer o motivo que o trabalhador foi descadastrado... não apresentamos um projeto que nasceu velho”, analisou. 

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