Política

Não é um número que fará a diferença, diz Pazuello sobre 100 mil mortes

"O que faz a diferença é cada brasileiro que se perde. Nós precisamos compreender como parar o sangramento com diagnóstico precoce", disse o ministro

[Não é um número que fará a diferença, diz Pazuello sobre 100 mil mortes]
Foto : Erasmo Salomão/MS

Por Metro1 no dia 10 de Agosto de 2020 ⋅ 12:17

O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, voltou a defender o início imediato do tratamento da Covid-19, mesmo que não haja um medicamento com eficácia comprovada cientificamente contra a doença. A informação é do UOL.

Durante cerimônia de inauguração de uma Unidade de Apoio ao Diagnóstico da Covid-19 da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro, Pazuello também fez uma menção aos 100 mil mortos pela doença registrados no último sábado (8). O ministro acredita que a marca não impacta diretamente na política de combate ao coronavírus.

"Não é um número que vai fazer a diferença. Não é 95, 98 ou 101 que vai fazer a diferença. O que faz a diferença é cada brasileiro que se perde. Nós precisamos compreender como parar o sangramento com diagnóstico precoce, tratamento imediato e suporte respiratório antes da UTI", afirmou. Pouco antes, o ministro interino defendeu a prescrição de medicamentos contra a Covid-19.

"O brasileiro que tiver qualquer sintoma deve procurar o médico, esse médico tem todo o poder soberano de diagnosticar de forma clínica, com base em exames de imagens e testes para definir o tratamento. O brasileiro que for diagnosticado, receba a prescrição dos medicamentos e tome. Não agravando seu quadro, ele não precisará de UTI", completou.

Pazuello ainda defendeu aquilo que definiu como a "união de todos os brasileiros". "Não existe, nesse momento, diferenças partidárias ou ideológicas. Somos todos brasileiros combatendo, dia a dia, da melhor forma nos dedicando para que não haja mais mortos no nosso país. Já perdemos 100 mil brasileiros com nome, identidade e família. E podem acreditar, nós estamos todos os dias revendo nossos protocolos, procurando o que tem de melhor e alterando aquilo que não vinha dando certo", concluiu.

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