
Política
Operação Catilinárias: Imbassahy resume clima em Brasília: "Muita insegurança"
Vice-presidente da CPI da Petrobras, que trabalhou em conjunto com a Operação Lava Jato, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) concedeu entrevista a Mário Kertész nesta terça-feira (15) e comentou a Operação Catilinárias, que cumpre 53 mandados de busca e apreensão em todo o Brasil e atinge diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), além de outros caciques do partido. [Leia mais...]

Foto: Lucio Bernardo Junior / Câmara dos Deputados
Vice-presidente da CPI da Petrobras, que avançou em conjunto com a Operação Lava Jato, o deputado federal Antonio Imbassahy (PSDB) concedeu entrevista a Mário Kertész na Metrópole nesta terça-feira (15) e comentou a Operação Catilinárias, que cumpre 53 mandados de busca e apreensão em todo o Brasil e atinge diretamente o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), além de outros caciques do partido.
"Cada momento tem uma surpresa enorme. Primeiro, há pouco tempo, um senador da República, líder do governo preso em pleno exercicio. Depois as operações no Conselho de Ética, que estão trazendo um desgaste enorme para nós e para democracia. Depois, a carta de Temer. Agora a operação vai no coração do Congresso: além de atingir Eduardo Cunha, que já estava combalido por indícios e provas de corrupção, vai se aproximando cada vez mais do presidente do Senado. Tem deputado federal do Ceará ligado a ele, teria também o ex-presidente da Transpetro, Sérgio Machado, a Policia estaria também no diretorio do PMDB em Alagoas, num claro sinal de que há motivação. Não posso imaginar Polícia Federal e Ministério Público Federal solicitando isso e o ministro do Supremo Tribunal Federal autorizar sem que houvesse bastantes provas e fundamentos para que a operação fosse realizada. A gente está ficando numa situação cada vez mais grave", falou.
MK, então, perguntou a Imbassahy se Temer teria capacidade de conduzir o país com estabilidade após um eventual impeachment de Dilma Rousseff (PT). O tucano ressaltou o clima de "muita insegurança" com o avançar das investigações de corrupção, que agora vão além do PT. "A principio, sim, desde que houvesse unidade nacional e convergência em torno de um projeto de salvação, mas quando a gente amanhece com uma operação da Polícia Federal atingindo diretamente o PMDB, tudo isso vai gerando muita incerteza, muita insegurança. Essa sua pergunta é rápida e simples, mas é de difícil resposta. Na hora em que você atinge todo mundo, até que ponto está contaminado tudo isso? Ainda bem que a Operação Lava Jato prossegue com método, com foco, com responsabilidade. Cabe a nós apoiar a operação e destacar o que vem sendo feito, porque é uma oportunidade de se fazer revisão de médico da políticas, das obras, da própria economia brasileira", falou.
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