
Política
Relator da CPI do Crime Organizado diz que prisão de banqueiro reforça as investigações na comissão
Milícia privada do banqueiro ameaçava concorrentes e jornalistas, acessava dados sigilosos e mantinha contato com autoridades

Foto: Carlos Moura/Agência Senado
Após a prisão de Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o relator da CPI do Crime Organizado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), avalia que a segunda prisão do banqueiro fortalece as investigações do colegiado.
Segundo Vieira, a revelação de uma milícia privada do banqueiro que ameaçava concorrentes e jornalistas, acessava dados sigilosos e mantinha contato com ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e com o alto escalão do Banco Central, reforça as conexões com o crime organizado. Na próxima quarta-feira (11), os integrantes da CPI deverão votar requerimentos de convocação, quebra de sigilos e acesso às informações do caso do Banco Master.
Quebras de sigilo
Entre as movimentações bancárias e dados telefônicos e telemáticos solicitados estão os de Fabiano Zettel, cunhado do banqueiro Daniel Vorcaro, e de integrantes de uma milícia privada.
Viana afirmou que a prisão dos dois e a revelação da chamada Turma de Vorcaro reforçam as investigações sobre o esquema criminoso do banqueiro.
"Ela acelera porque mostra a importância do que a gente está fazendo e comprova para quem tinha dúvidas de que a gente está lidando com crime organizado, com pessoas muito violentas, muito poderosas, muito ricas. Os documentos das quebras de sigilo estão chegando à CPI e a gente espera um esforço concentrado aqui para análise para que ele possa entregar para o Brasil um retrato dessa realidade", diz o relator.
Possíveis convocações
Os senadores da CPI querem convocar ainda o ex-diretor de Fiscalização do Banco Central, Paulo Sérgio de Souza, e o ex-chefe do Departamento de Supervisão Bancária, Bellini Santana, que acobertaram Daniel Vorcaro. Os dois servidores já estão afastados.
Também deverão ser ouvidos os integrantes da milícia de Vorcaro, entre eles, a secretária Ana Claudia Paiva, operadora financeira, e o policial federal aposentado Marilson da Silva.
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