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Advogado diz que Cunha já demonstrou ser censurável e eleitorado precisa mudar

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Advogado diz que Cunha já demonstrou ser censurável e eleitorado precisa mudar

Diante do cenário político do país, quando há um processo de impedimento contra a presidente da República, Dilma Rousseff, e a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nas casas do líder na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o advogado Marcello Lavenère, que era presidente da OAB na época do impeachment de Fernando Collor, em 92, disse que ao longo da vida dele nunca viu nada parecido. [Leia mais...]

Advogado diz que Cunha já demonstrou ser censurável e eleitorado precisa mudar

Foto: Reprodução / UOL

Por: Camila Tíssia no dia 15 de dezembro de 2015 às 09:39

Diante do cenário político do país, quando há um processo de impedimento contra a presidente da República, Dilma Rousseff, e a Polícia Federal cumpre mandados de busca e apreensão nas casas do líder na Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o advogado Marcello Lavenère, que era presidente da OAB na época do impeachment de Fernando Collor, em 92, disse que ao longo da vida dele nunca viu nada parecido. 

"Estou chegando perto dos 80 anos e cheguei a participar da vida nacional durante a ditadura, evidentemente contra a ditadura, do próprio impeachment do presidente Collor, mas essas cenas, seja da Câmara Federal, ou a realidade que o presidente tem sua casa invadida pela polícia com a ordem do Supremo, realmente é uma situação que depõem muito sobre nossas instituições", afirmou durante entrevista à Rádio Metrópole, na manhã desta terça-feira (15).

O advogado ainda falou que a sociedade precisa, o mais rápido possível, recuperar a credibilidade e o eleitorado brasileiro se manifestar para exigir ética na política. "Vamos mostrar que o Brasil é um país que tem instituições que funcionam. Na verdade as instituições estão funcionando, mas o sistema eleitoral brasileiro que permitiu esses desmandos. Cunha já demonstrou à imprensa toda sua conduta. É absolutamente censurável, perante à Câmara, faltando com a verdade e impedir um processo no Conselho de Ética, como presidente, isso não se admitiria nem num grêmio estudantil, imagina na Câmara Federal", completou.