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Psiquiatra alerta sobre automedicação com tarja preta: "Diminui sintomas, mas não trata causa"
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Psiquiatra alerta sobre automedicação com tarja preta: "Diminui sintomas, mas não trata causa"
Em entrevista ao Metropole Saúde, Fabiana Nery citou consequências do uso de remédios sem acompanhamento profissional

Foto: Divulgação/Metropress
O povo brasileiro tem, historicamente, o hábito da automedicação. A prática, desincentivada pela comunidade médica, ganhou novo alerta com o aumento no uso dos medicamentos de tarja preta durante a pandemia de Covid-19 - 34%, de acordo com levantamento da Express Scripts. Em entrevista ao Metropole Saúde, nesta segunda-feira (17), a psiquiatra Fabiana Nery alertou para os riscos de usar o tipo de remédio sem acompanhamento profissional.
Um dos pontos levantados pela médica no uso individual de medicamentos é sobre o tratamento apenas dos sintomas, não chegando à causa do problema, como para quem sofre de insônia, por exemplo. "O paciente vai melhorar do sono, mas de maneira sintomática. No dia que ele não tomar, não vai conseguir dormir, porque ele não tratou o que estava causando a insônia, que geralmente é o sintoma de ansiedade ou um sintoma depressivo", pontuou.
Sobre uma possível dependência causada pelas substâncias, Fabiana Nery esclareceu que, na maioria das vezes, a necessidade gerada a partir do uso contínuo do remédio não é uma dependência química. Durante a entrevista, a profissional ressaltou que não existe automedicação que funcione, principalmente na área da psiquiatria, e destacou a importância do acompanhamento personalizado: "cada paciente é único, cada paciente vai ter um conjunto de sintomas".
Na capital baiana, houve, em 2022, um crescimento de 28% na dispensa de remédios desse tipo pelo município, em relação ao ano de 2018. O levantamento foi realizado pela Secretaria Municipal de Saúde (SMS) a pedido do Metro1. Só no ano passado foram distribuídos pela gestão municipal mais de 28 milhões de unidades. Entre os dez medicamentos mais dispensados, estão a Fluoxetina, o Diazepam, e Clonazepam (mais conhecido como Rivotril).
Veja a entrevista completa:
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