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"Mais do que uma decisão jurídica. É uma operação de higiene", diz Jânio de Freitas sobre inelegibilidade de Bolsonaro
Embora o julgamento ainda não tenha sido finalizado, o placar de 4 votos a 1 aponta para a inelegibilidade do ex-presidente

Foto: Reprodução/Radio Metropole
Durante o programa Três Pontos, da Rádio Metropole, o jornalista Jânio de Freitas comentou o julgamento que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), e que, nesta sexta-feira (30), acaba de tornar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) inelegível por maioria.
Jânio de Freitas afirmou que "mais do que uma decisão jurídica, [a decisão] é uma operação de higiene". Embora o julgamento ainda não tenha sido finalizado, o placar de 4 votos a 1 aponta para a inelegibilidade do ex-presidente.
Com isso, Bolsonaro não poderá ocupar qualquer cargo político até o ano de 2030. Os ministros Benedito Gonçalves, Floriano de Azevedo Marques Neto, André Ramos Tavares e Cármen Lúcia votaram para reconhecer o abuso de poder político e o uso indevido dos meios de comunicação por parte do ex-presidente,
Para Jânio de Freitas, o discurso do ministro Raul Araújo, que votou pela absolvição de Bolsonaro, foi “deplorável”. “Nem ao menos sabia do que estava em julgamento, a ponto de começar a tratar de questões e acusações do Bolsonaro que nada tinham a ver com o que estava sendo julgado, nada”, afirmou.
“É uma farsa, um covarde sem inteligência nenhuma. Uma vergonha o voto deste senhor Araújo, que já demonstrava, em momentos de sua dubiedade, tendências bolsonaristas explícitas. Esse voto dele é muito lamentável, é um documento que o TSE não merecia ter em seus arquivos, mas o lamentável não se confunde com surpreendente", acrescentou.
Veja a entrevista completa:
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