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"O uso político da fé afasta as pessoas do sentido mais profundo da religião", avalia escritora Micheliny Verunschk
Verunschk criticou a caracterização da religião como uma "commodity " e expressou preocupação com a disseminação de discursos de ódio por figuras públicas

Foto: Reprodução/Radio Metropole
A escritora Micheliny Verunschk criticou, na manhã desta segunda-feira (24), a instrumentalização da fé feita por autoridades. A temática abordada refere-se à obra "Nossa Teresa: Vida e morte de uma santa suicida", o primeiro romance da autora, que recebeu destaque no Prêmio São Paulo de Literatura em 2016.
“A fé das pessoas é uma coisa muito preciosa e o sagrado é uma coisa importantíssima para o ser humano [...] O que a gente vê ainda nos discursos religiosos, salvo aqui exceções, porque toda generalização é perigosa, vemos essa instrumentalização da fé. Esse uso político da fé (tem) afastado as pessoas do sentido mais profundo do que deveria ser a religião”, afirmou a escritora, crítica literária e historiadora brasileira, em entrevista à Rádio Metropole.
Verunschk criticou a caracterização da religião como uma "commodity " e expressou preocupação com a disseminação de discursos de ódio por figuras públicas. Ela ressaltou ainda que espaços, que historicamente deveriam ser destinados a promover valores de união, respeito e tolerância, estão sendo utilizados atualmente para propagar mensagens de divisão, preconceito e intolerância.
“Vemos, de forma assustadora, discursos de ódio sendo pregados nos púlpitos. Onde o sagrado está nisso tanto é a grande questão?”, indagou a escritora.
Confira a entrevista na íntegra:
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