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Projeto Mãos no Tambor promove workshop gratuito de toques e ritmos do Candomblé em Salvador
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Projeto Mãos no Tambor promove workshop gratuito de toques e ritmos do Candomblé em Salvador
Workshop gratuito será realizado no Terreiro Casa Branca e busca aproximar jovens das tradições, ritmos e fundamentos do Candomblé

Foto: Reprodução
Em entrevista ao Metropole Mais nesta quarta-feira (13), Laísa Gabriela, Jean Chagas e Saimon Bispo apresentaram a proposta do Projeto Mãos no Tambor, que realiza no próximo dia 16 de maio a 4ª edição do Workshop Gratuito de Ritmos e Toques de Candomblé, no Terreiro Casa Branca. A atividade reúne aulas práticas e teóricas sobre os toques dos Orixás e busca aproximar jovens das tradições do Candomblé por meio da música, da oralidade e da vivência ancestral.
Segundo Laísa Gabriela, a ideia do projeto surgiu durante a pandemia, quando os integrantes começaram a fazer transmissões online tocando e cantando para os Orixás em meio à suspensão das atividades religiosas presenciais. Com o retorno das celebrações, o grupo passou a ser procurado por pessoas interessadas em aprender os ritmos e compreender os fundamentos culturais e religiosos dos atabaques. “As pessoas começaram a cobrar esse movimento da gente, de gravar, de dar aula, de passar um pouco daquilo que foi nos passado”, afirmou.
Jean Chagas explicou que o workshop é totalmente gratuito, mas conta com vagas limitadas. Segundo ele, os participantes passam por um processo de seleção feito a partir das respostas enviadas no formulário de inscrição. Ao todo, serão escolhidas 30 pessoas, além de alunos que já participam das oficinas mensais promovidas pelo projeto. “A gente avalia o porquê da pessoa querer participar. No final, além do certificado, a gente também oferece alimentação”, disse.
Durante a entrevista, os integrantes do projeto também destacaram o papel da iniciativa no combate à intolerância religiosa e na preservação das tradições afro-brasileiras. Para Laísa, os toques executados nos atabaques carregam histórias, movimentos e significados ligados aos Orixás. “O toque reproduz aquilo que a cantiga está dizendo e a dança junto com o toque também reproduz. Tudo é um complemento”, declarou.
Confira na íntegra:
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