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Uso de inteligência artificial pode significar risco para a população negra da Bahia, diz especialista
A advogada explicou que os algoritmos são alimentados com um vasto volume de informações providenciadas pelos próprios criadores

Foto: Leonardo Lima / Metropress
A advogada especialista em Processo Civil, Direito Eletrônico e Compliance, Fabiani Borges, apontou, em entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (3), que a inteligência artificial carrega uma programação racista e sinalizou riscos que a tecnologia pode apresentar à população do território baiano, cujo estado é composto, em sua maioria, por pessoas negras.
“Para a população preta da Bahia, o uso da inteligência artificial pode significar um grande risco. Quando a gente fala de inteligência artificial, tem um documentário, chamado de Coded Bias, de uma pesquisadora do MIT, uma universidade americana. Ela mostra que as pessoas negras não foram mapeadas. O sistema de reconhecimento facial não consegue fazer a leitura do rosto das pessoas negras, por que elas não tinham sido projetadas para pessoas pretas. Imagine isso numa população como a nossa”, avaliou a profissional, durante programa Especial Metropole Serviço e Saúde.
A advogada Fabiane explicou que os algoritmos são alimentados com um vasto volume de informações providenciadas pelos próprios criadores. Isso significa que, no momento da concepção, como no caso do reconhecimento facial, não foram considerados traços característicos de pessoas com ascendência africana. Ela ressaltou que, como resultado dessa situação, a ferramenta que mapeia padrões nos rostos das pessoas, tem sido usada para prender centenas de brasileiros inocentes no país.
“Essa questão de reconhecimento facial é tão séria que algumas cidades proibiram o avanço de pesquisas nesse sentido. Proibiram que a segurança pública fosse feita com reconhecimento facial porque a chance de erro e de prisões injustas era muito grande”, salientou.
Confira o programa na íntegra:
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