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Descriminalização não quer obrigar a mulher a fazer aborto, explica antropóloga Débora Diniz
A declaração foi feita por Débora Diniz, nesta segunda-feira (9), no Jornal da Metropole no Ar

Foto: Reprodução/Radio Metropole
Diante do debate sobre a descriminalização do aborto até a 12ª semana de gestação que ocorre no Supremo Tribuanl Federal (STF), a ensaísta premiada com o Jabuti de Ciências da Saúde, Débora Diniz, analisou a temática durante o Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (9).
"O aborto é um evento comum na vida das mulheres no Brasil. Descriminalizar é tirar o caráter de castigo e de prisão, para poder tratar [o aborto] como uma necessidade de saúde. Não é obrigar nenhuma mulher, nenhuma menina a fazer nada. É começar a poder cuidar deste evento que muitas vezes é solitário e triste para as mulheres”, afirmou a antropóloga.
Débora Diniz argumentou que a desigualdade no Brasil é hipócrita, especialmente quando se trata do tema do aborto. Ela sustentou essa afirmação ao destacar que mulheres pertencentes à elite social não enfrentam obstáculos para acessar médicos que realizam o procedimento de forma segura.
“Elas [as mulheres da elite] não precisam ir para uma clínica clandestina, elas sabem onde conseguir o remédio e conseguem pegar um avião à Argentina”, disse. “A criminalização também tira de nós uma sensibilidade de que nós não estamos falando de ideias filosóficas, religiosas e abstratas. A gente está falando da mulher comum, que está na sua família, está na minha família”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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