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Janio de Freitas: “Havia a obrigação moral e diplomática de se criar o Estado da Palestina e de Israel”
A análise do jornalista foi feita no programa Três Pontos, da Rádio Metropole, desta sexta-feira (13)

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
O jornalista Janio de Freitas avaliou, nesta sexta-feira (13), que houve um erro ao não se criar ainda na década de 1940, quando surgiu a Organização das Nações Unidos (ONU), os Estados da Palestina e de Israel. Para ele, era uma “obrigação moral, política, diplomática, humana”.
“A ONU puxada por um brasileiro Oswaldo Aranha, que presidiu a sessão plenária, aprovou um [estado]. Decidiu favoravelmente a existência [de um], mas não tomou nenhuma providência em relação a isso [a criar os dois estados]. Tratou de criar o estado de Israel. E desde então se instituiu a utopia de dois estados convivendo lado a lado, irmanados em um território certamente mal dividido. Essa utopia vem escorrendo pelo tempo”, analisou Janio de Freitas, durante o programa Três Pontos, da Rádio Metropole.
Para Janio, a utopia de criar os dois estados não deu nenhum “passo em direção à realidade. “Muito pelo contrário só produziu retrocessos em cada tentativa de um acordo, de aproximação das duas nacionalidades. Hoje, simplesmente, não se tem essa utopia. Não se investe nem como ideia na solução dos dois estados, porque a sucessão de episódios nessas dezenas de anos não há possibilidade de se acreditar na convivência entre palestinos e israelenses”, acrescentou.
O jornalista disse ainda não ver uma luz no fim do túnel.”O que resta, no meu ponto de vista, é só angústia, ansiedade. Não só dos dois pólos, mas de todas as pessoas do mundo que ainda guardam alguma sensibilidade, algum interesse pela humanidade. Só tem agora uma pergunta: o que vai ser?”, questionou.
Confira o programa na íntegra:
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