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“No Brasil, a gente não dá direito à vida, como vamos dar direito à morte?”, avalia psicanalista sobre suicídio
Soraya Carvalho foi entrevistada na Rádio Metropole nesta sexta-feira (20)

Foto: Fernanda Vilas Boas/Metropress
Entrevistada na Rádio Metropole nesta sexta-feira, a coordenadora do Núcleo de Prevenção ao Suicídio, psiquiatra e psicanalista Soraya Carvalho, comentou sobre o direito ao suicídio. Para a especialista, o direito existe, desde que a pessoa que deseja cometer o ato tenha acesso ao básico, em vida.
Como um dos pontos de análise, a psiquiatra cita que cada caso deve ser analisado com cuidado, já que o tratamento pode interferir positivamente no quadro da pessoa.
“Quem tem o direito de dizer quem deve morrer? Isso está no mundo inteiro, nos países em desenvolvimento e ricos também. Alguns já legalizaram a morte, o suicídio assistido e a eutanásia. Virou um samba do criolo doido porque chega uma menina de 16 anos e diz que tá deprimida e autoriza. Eu acho que tem que haver critérios, eu já tratei casos tão graves, tinha uma paciente que se queimava e hoje ela é empresária, depois de 10 anos de tratamento. As pessoas quando estão afundadas em uma depressão profunda acham que não vão sair de lá”, explicou.
Soraya comentou ainda sobre o perfil das pessoas que mais recorrem ao suicídio no Brasil: os idosos. Ela explica que o Estado Brasileiro não pode aplicar o conceito do suicídio assistido que atua em outros países ao redor do globo como Canadá, Colômbia e Bélgica, enquanto não der condições propícias para a vida, em todas as faixas etárias e condições econômicas-sociais.
“No Brasil a gente não dá direito à vida, direitos básicos, como vamos dar direito à morte? Por que essas pessoas desistiram? Os maiores casos de suicídio em números absolutos são os jovens e em números relativos, que é para cada 100 mil, são os idosos. Porque eles perdem toda a função na sociedade, perdem a juventude, o direito de ir e vir. A ciência se preocupou em prolongar a vida, mas não foi na mesma velocidade que a ciência pensou em tornar a vida agradável [...] Direito ao sucídio tem, mas tem que dar a ela todas as chances”, completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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