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Ignorar ou secundarizar força da rádio nas campanhas é um erro elementar, aponta Lavareda
Antonio Lavareda concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (13)

Foto: Reprodução/Youtube
Cientista político e especialista em comportamento eleitoral e marketing político, Antonio Lavareda afirmou que candidatos que ignoram ou secundarizam a força da rádio na produção de peças de campanha comentem um “erro elementar”. Em entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (13), ele ainda ressaltou que a ideia equivocada de que veículos da imprensa não têm importância na popularização dos políticos ganhou força a partir da eleição de Jair Bolsonaro em 2018 e agora com a candidatura de Pablo Marcal (PRTB) à prefeitura de São Paulo.
Lavareda ressaltou em entrevista a Mário Kertész que em diversos estados, os políticos que concorrem aos cargos não produzem conteúdos específicos para a rádio, ao escolherem apenas transformar um conteúdo proposto para a televisão ou redes no formato de áudio.
“Boa parte dos candidatos, por conta da economia de recursos, privilegia um determinado veículo, no caso a televisão. Investem bastante também nas redes sociais, que levam uma boa parte dos orçamentos”, disse. “Erro elementar. A boa estratégia de campanha recomenda a associação, convergência de todos esses veículos, com as linguagens específicas. Tem que fazer propagandas no rádio, com a linguagem da rádio. Não se deve desperdiçar nenhum veículo e o rádio é um canal importantíssimo”, completou.
Ainda durante sua participação no Jornal da Bahia no Ar, Lavareda pontuou que foi a partir de 2008 que se popularizou uma ideia de que tanto o rádio quanto a própria televisão não seriam importantes para alavancar as campanhas políticas. Segundo o especialista, esse pensamento ganhou força principalmente nas eleições a Bolsonaro em 2018. “Abordagem levemente distorcida porque não leva em consideração todo o conjunto de fatos. Porque [dizem que] Bolsonaro teria vencido as eleições com apenas 17 segundo na televisão. O próprio desmentiu quando na campanha subsequente correu atrás de fazer uma grande coligação para ter mais tempo”, explicou.
Segundo ele, a cidade de São Paulo também enfrenta uma situação parecida com o candidato do PRTB, Pablo Marçal, que não tem “nenhum segundo” nos veículos de comunicação, mas que cresce nas redes sociais.
Confira a entrevista na íntegra:
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