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Eleito governador em campanha com feijão como símbolo, Lomanto Jr. encontrou resistência em candidatura; relembre
No último dia 29 de novembro, foi comemorado o centenário de Antônio Lomanto Júnior, ex-governador baiano morto em 2015, aos 90 anos

Foto: Acervo/Senado Federal
Antonio Lomanto Jr. era considerado um candidato fraco quando disputou o governo do estado com Waldir Pires e saiu vitorioso em 1962, mesmo sem ser muito conhecido em todo o estado, sem ser da elite e sem ter o apoio do então governador Juracy Magalhães. A reação dele, ao saber que Lomanto Jr. se candidataria naquele ano, foi relembrada pelo ex-deputado e jornalista Joaci Goés no especial do Centenário de Nascimento de Lomanto Jr. no Jornal da Metropole no Ar, nesta segunda-feira (16).
Lomanto buscou o então governador por intermédio do filho, Jutahy Magalhães. Mas, ao comunicar sua intenção a Juracy Magalhães, recebeu uma resposta inusitada. “Juracy era um sujeito muito inteligente, simpático, mas era um pouco desabusado. Lomanto, quando entra no Palácio do Rio Branco, vê Juracy sentado e diz: governador, vim aqui para comunicar ao senhor que eu aspiro sentar nessa cadeira, como seu sucessor. Juracy então respondeu: Lomanto, na minha vida já aconteceu muita desgraça, mas essa vai ser a maior delas, respondeu em tom de afetuosa brincadeira. Então foi assim que Lomanto saiu candidato”, contou Joaci. O candiato de Juracy Magalhães era, na verdade, na verdade o jurista Josaphat Marinho, quem Joaci Goés classifica como "candidato de gabinete", sem tanta conexão com a população.
Entre a família de Lomanto Jr., a intenção de ser candidato também não foi recebida com empolgação. Segundo Joaci, ao pedir ajuda ao cunhado, que fazia a gestão dos recursos da família, Lomanto Jr. ouviu a seguinte resposta: “não seja ridículo e nem ponha a família no ridículo”.
Apesar disso, Lomanto Jr. foi eleito em uma campanha cujo símbolo era um feijão colocado na lapela das roupas e o mote principal era: “hoje feijão na lapela, amanhã feijão na panela”, indicando uma preocupação social.
Confira a entrevista na íntegra:
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