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Lula minimiza impacto de pesquisas eleitorais e defende democracia em entrevista à Metropole
Presidente ainda criticou candidatos que surgem na mídia, mas que não trouxeram nenhuma contribuição social

Foto: Reprodução/Youtube
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva comentou, nesta quinta-feira (6), o cenário político atual e a relevância das pesquisas eleitorais divulgadas nas últimas semanas pela Genial/Quaest, que indicaram não só a queda na sua popularidade, mas que mesmo assim ele ainda seria o principal candidato na disputa. À Rádio Metropole, em entrevista a Mário Kertész, o mandatário afirmou que é prematuro tirar conclusões definitivas a partir das pesquisas atualmente.
Para o presidente brasileiro, ainda está "muito distante do processo eleitoral para estar decidindo pesquisa, se vai ganhar ou perder, se é rejeitado ou aceito". Ele destacou que a verdadeira influência das pesquisas se manifesta quando a campanha começa, após os candidatos participarem de eventos públicos, aparições na televisão e debates.
“Ninguém é candidato com tanto tempo de antecedência. As pessoas colocam seu nome e dependendo de sua fama, de seu grau de participação, elas aparecem mais ou aparecem menos, mas na hora que o povo tem que votar para governar um país, o povo não é bobo e vota em quem sabe que vai lutar pelos interesses dela. Estou consciente de que as eleições estão muito longe, que é muito difícil agora ficar lançando nomes e fazer perspectivas de quem vai ganhar e de quem vai perder, porque a gente só vai saber quando o time entrar em campo. Se depender de mim, o negacionismo nunca mais governará esse país. Se depender de mim, o fascismo não volta”, afirmou Lula.
O ex-presidente também expressou preocupação com o estado atual da democracia. "Estamos vivendo um momento muito complicado na humanidade. A democracia tem perdido o respeito para o extremismo, está perdendo espaço para nazismo, fascismo, para pessoas mais extremistas e irresponsáveis", disse. Sem citar nomes, Lula criticou ainda aqueles que atacam instituições e ressaltou a importância de um regime democrático com instituições em pleno funcionamento, tais como o Executivo, o Judiciário e a Suprema Corte.
Confira a entrevista na íntegra:
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