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A história de Salvador está profundamente conectada ao Recôncavo Baiano, diz escritor
Escritor e pesquisador concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta sexta-feira (16)
Foto: Reprodução
O pesquisador e escritor Pablo Magalhães reafirmou a importância do recôncavo baiano para a história de Salvador. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta sexta-feira (16), ele contou que no período do episódio conhecido como invasão holandesa, a cidade dependia dos povoados vizinhos para abastecimento de alimentos e outros recursos. A cidade havia sido ocupada em 1624 e ficou quase um ano sob domínio da Companhia das Índias Ocidentais, empresa privada holandesa. No dia 1º de maio de 1625, tropas luso-espanholas retomaram a Salvador.
Segundo o pesquisador, o controle apenas da capital não era suficiente para manter a ocupação, o que se repetiu em outros conflitos na história da Bahia. "A maior lição que fica da invasão holandesa é a percepção de como Salvador está profundamente conectado ao Recôncavo Baiano, ele faz parte de um sistema. Todo o abastecimento da cidade - a farinha, a comida, o gado - vinha dos povoados como Cachoeira e outras vilas. Quando os holandeses tomaram Salvador, descobriram que isso, por si só, não bastava. A cidade virou uma armadilha, sem controle do Recôncavo, não havia como sustentá-la. Se tivessem conquistado o Recôncavo em vez de Salvador, talvez tivessem tido mais sucesso", afirmou.
Pablo destaca que a ocupação de Salvador teve repercussão internacional. Segundo ele, a cidade era o principal porto do Atlântico Sul e sua perda colocava em risco o comércio com a África e a produção de prata na América Espanhola. “É o primeiro episódio na história de repercussão global”, diz. Informativos foram publicados na África, México e Europa Oriental. A recuperação da cidade foi tratada como prioridade pela monarquia ibérica.
Pablo Magalhães e Artur Watt, também pesquisador e escritor, lançam dois livros: "1964: Documentos inéditos sobre a invasão da Bahia" e "Batalha pelo Brasil", escritos com base em descobertas feitas a partir da análise de 19 documentos, localizados na Biblioteca Nacional da França, que ajudam a reconstituir com mais precisão os eventos da invasão e reconquista.
Confira a entrevista completa:
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