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Produtores do IC Encontro de Artes comentam 17ª edição do evento: "Cada espaço é um espetáculo"

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Produtores do IC Encontro de Artes comentam 17ª edição do evento: "Cada espaço é um espetáculo"

Jorge Alencar, Salasar Júnior e Francis participaram do programa Revele, da Rádio Metropole, nesta quinta-feira (28)

Produtores do IC Encontro de Artes comentam 17ª edição do evento: "Cada espaço é um espetáculo"

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 28 de agosto de 2025 às 14:51

Atualizado: no dia 28 de agosto de 2025 às 14:55

Os produtores e representantes do IC Encontro de Artes, Jorge Alencar, Salasar Júnior e Francis, revelaram, nesta quinta-feira (28), suas visões sobre o projeto, afirmando que pela primeira vez, o festival se expande para além da capital, propondo reflexões sobre a festa como resistência, celebração e espaço político. A declaração ocorreu no programa Revele, da Rádio Metropole.

A 17ª edição do IC Encontro de Artes chega com o tema “Festa no Front”, ocupando Salvador, Candeias e Madre de Deus. O evento tem apoio institucional do Espaço Cultural da Barroquinha, do Teatro Gregório de Mattos, da Fundação Gregório de Mattos e da Prefeitura de Salvador.

“Cada ano há um tema, uma provocação, uma pergunta e esse ano, nós trazemos o questionamento sobre o que é estar em guerra, o que é essa guerra da cultura, essa batalha social, uma luta que pode ser festiva. Como é resistir e celebrar, fazer da festa um lugar político de pensamento coletivo”, explicou o coordenador artístico Jorge Alencar quando questionado sobre o nome e tema do evento.

O artista Salasar Júnior destacou a relação direta com os espaços urbanos. “Para além de ser uma intervenção urbana ou dançar na rua, é dançar com a rua, porque a rua faz parte disso. Cada espaço é um espetáculo”.  Ressaltou ainda a importância da permeabilidade dos corpos negros nesses territórios, transformando-os em locais de encontro e não apenas de passagem.

Já Francis pontuou a dimensão política e íntima das criações apresentadas: “É um trabalho que parte das memórias dos artistas, trazendo questões identitárias e de algum modo é também um manifesto. É um trabalho muito preocupado com a diversidade e com a ideia de um país democrático. Aquilo que é mais pessoal, também é político, é coletivo, é social”, disse. 

Confira entrevista na íntegra: