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Radiologista defende uso de contraste: "casos de morte são de 1 a cada 100 mil pacientes"

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Radiologista defende uso de contraste: "casos de morte são de 1 a cada 100 mil pacientes"

Reações após o uso de contrastes em exames de tomografia e ressonância são de maioria leves ou moderadas, casos de óbito são apenas um a cada 100 mil

Radiologista defende uso de contraste: "casos de morte são de 1 a cada 100 mil pacientes"

Foto: Metropress

Por: Metro1 no dia 28 de agosto de 2025 às 17:52

Atualizado: no dia 28 de agosto de 2025 às 19:08

Os contrastes são substâncias essenciais para a realização de exames como tomografia e ressonância magnética, seu uso tem objetivo de detectar e caracterizar lesões no organismo. Em entrevista ao Metropole Saúde nesta quinta-feira (28), o radiologista Hélio Braga ponderou que o não uso de contraste, por medo de reação alérgica do paciente, pode prejudicar o diagnóstico precoce de um tumor.

“Não imagine que recusar o uso de contraste vai ser melhor para você. Na maior parte dos pacientes, aqueles que têm uma real indicação de fazer um contraste, [não usar o contraste] pode prejudicar a vida do paciente, prejudicar o diagnóstico precoce de um tumor, de uma infecção, e a partir daí, a qualidade de vida do paciente pode ser menor”, disse Hélio.

O uso do contraste voltou a ser discutido nos últimos dias após a morte de uma jovem que sofreu uma reação alérgica grave durante uma tomografia com a substância. O radiologista, no entanto, ressaltou que a maioria dos pacientes têm reações ao contraste, mas consideradas leves ou moderadas. Calor no braço, gosto metálico na boca, placas na pele que coçam, pressão baixa e dificuldade de engolir saliva são algumas delas. Dentre as mais graves, estão a queda considerável da pressão e dificuldade de respirar - consideradas raras, mas que podem ser contornadas. Os casos de mortalidade são de um a cada 100 mil pacientes.

Em caso de reação alérgica anterior, há uma preparação para a realização do exame seguinte. O especialista tranquilizou os pacientes e destacou que o uso da substância é classificado como extremamente seguro. “Eu trabalho no hospital há 31 anos e nunca teve nenhum óbito. São feitas por mês, mais de 2,5 mil tomografias e mais de 1,5 mil ressonâncias magnéticas. Não podemos mudar uma rotina usada por todo o mundo, baseado em um caso específico”, completou.

Confira a entrevista na íntegra: