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Oncologista reforça importância da criação de vínculos do profissional com pacientes
Ela falou sobre os problemas da fadiga da compaixão, quando o especialista perde a capacidade de se emocionar

Foto: Reprodução/Rádio Metropole
O trato do médico com o paciente pode ser um divisor de águas e fazer toda a diferença na qualidade do tratamento de determinadas enfermidades. A oncologista Clarissa Mathias, em entrevista ao Metropole Saúde desta segunda-feira (1), ressaltou a importância da participação ativa do oncologista, tanto em questões objetivas das responsabilidades médicas, como o vínculo desenvolvido, para uma melhor qualidade de vida e também da passagem para o plano seguinte.
"Muitas vezes um paciente que tem uma doença muito avançada, que tem dor, você consegue melhorar aquela dor, fazer com que ele tenha uma noite melhor. A própria passagem do paciente para outro plano, tanto de vida, como de passagem. Hoje temos serviços de cuidados paliativos que são fantásticos, todo um grupo que trabalha com o oncologista para melhorar a qualidade. É importante você conseguir manter esses laços, com a família. Muitas vezes você tem uma relação mais próxima com a família do que com sua própria família", disse a especialista.
Clarissa também mencionou o quão importante é o envolvimento emocional do profissional com o caso do paciente. Segundo ela, uma questão problemática é a perda da capacidade do médico de se emocionar, a fadiga de compaixão. "É uma coisa perigosa, pois a partir do momento que você perde a compaixão, de se colocar no lugar do outro, é difícil você conseguir continuar. Penso que é o mesmo com vocês jornalistas, a partir do momento que você se torna uma pedra de gelo, você só transmite a notícia sem o brilho no olho", completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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