Segunda-feira, 12 de janeiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Cristina Serra expõe crime ambiental em Maceió ao lançar livro: “As consequências ainda estão em curso”

Rádio Metropole

Cristina Serra expõe crime ambiental em Maceió ao lançar livro: “As consequências ainda estão em curso”

Jornalista concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (12)

Cristina Serra expõe crime ambiental em Maceió ao lançar livro: “As consequências ainda estão em curso”

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 12 de janeiro de 2026 às 13:00

O lançamento do livro “Cidade Rachada: Como a mineração engoliu cinco bairros em Maceió e arruinou a vida de 60 mil pessoas” e o crime socioambiental provocado pela mineração de sal-gema em Maceió expõem uma tragédia urbana de raízes históricas e consequências ainda em curso. A análise foi apresentada pela jornalista Cristina Serra em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (12). Segundo ela, a obra reconstrói a origem do desastre e aponta responsabilidades públicas e privadas ao longo de décadas.

“Esse livro é sobre um escândalo, um desastre, um crime socioambiental que acontece em Maceió. Eu digo acontece porque as consequências ainda estão se desenrolando, mas é uma coisa que começou muitos anos atrás com a exploração de um mineral chamado sa-lgema, que existe no subsolo de Maceió. Existem jazidas desse mineral no subsolo, em área urbana de Maceió”, afirmou.

De acordo com Cristina Serra, a autorização para a mineração ocorreu durante a ditadura militar e se manteve após a redemocratização, mesmo com o crescimento dos bairros afetados. A jornalista explica que a extração foi feita de forma predatória, o que levou ao afundamento de cinco bairros, identificado após um tremor de terra em 2018, forçando a remoção de cerca de 60 mil moradores.

“Em 2018 teve um tremor de terra, aí foi-se investigar, descobriu-se que o tremor foi provocado pelo afundamento dos bairros. Tinha tanto buraco lá embaixo que os bairros estavam afundando, as casas quebrando, com rachaduras, daí o nome Cidade Rachada, e as pessoas tiveram que ser removidas de lá, cerca de 60 mil pessoas. E que ainda hoje lutam por indenizações justas, compatíveis com as imensas perdas dos materiais que elas tiveram”, concluiu.

Confira a entrevista completa: