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“Nota 1 é o fim da picada”, diz presidente do Cremeb ao criticar avaliação dos cursos de medicina
Dr. Otávio Marambaia afirma que expansão de faculdades sem estrutura coloca população em risco

Foto: Metropress/Fernanda Vilas
O presidente do Conselho Regional de Medicina do Estado da Bahia (Cremeb), Dr. Otávio Marambaia, fez duras críticas ao modelo de avaliação dos cursos de medicina no Brasil durante entrevista ao Metrópole Saúde, da Rádio Metrópole. Ao comentar dados do Exame Nacional de Avaliação da Formação Médica (Enamed), ele afirmou que o cenário é mais grave do que o apresentado oficialmente.
“Nós estamos considerando que quem teve nota 3 é um bom curso de medicina. Não é não. Medicina não tem meio termo: ou você é excelente, ou você não é excelente. Nota 1 no Enamed é o fim da picada”, disse. Segundo Marambaia, apenas instituições com notas 4 e 5 deveriam ser consideradas aptas a formar médicos.
Para ele, a proliferação de faculdades sem estrutura adequada compromete diretamente a qualidade da assistência à população. “Cidades pequenas do interior têm três faculdades de medicina. Isso é impossível. Não tem rede de saúde que dê suporte para campo de estágio”, afirmou, ao destacar que a formação médica depende da prática e do contato direto com pacientes.
Durante a entrevista, o presidente do Cremeb voltou a defender a criação do Exame Nacional de Proficiência Médica, nos moldes do que ocorre com a OAB no curso de direito.“Esse exame é o único meio de nós barrarmos esses médicos mal formados antes que eles causem dano à população. A situação é gravíssima e as pessoas precisam acordar para isso”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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