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Antônio Nery critica apagamento da memória e abandono do patrimônio histórico

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Antônio Nery critica apagamento da memória e abandono do patrimônio histórico

Psiquiatra foi o convidado especial do Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (22)

Antônio Nery critica apagamento da memória e abandono do patrimônio histórico

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 22 de janeiro de 2026 às 12:57

Atualizado: no dia 22 de janeiro de 2026 às 13:05

O esquecimento da própria história é um traço cada vez mais presente na sociedade baiana e brasileira. O alerta foi feito pelo psiquiatra Antônio Nery ao refletir sobre o abandono de espaços simbólicos e a fragilidade da preservação da memória coletiva, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (22). Como exemplo desse esquecimento, Nery a luta que tem há anos para restaurar a Igrejinha do Rio Vermelho, em Salvador.

“Eu acho que o grande problema desse povo baiano, e brasileiro por extensão, é a memória, é uma falta de memória extraordinária. As coisas são desmanchadas, deixadas de lado, esquecidas, porque a gente não cultiva a memória. Quando a gente despreza a memória, o que nos resta é um caos, uma coisa sem sentido”, afirmou.

Ao longo da entrevista, Nery relacionou o descaso com o patrimônio histórico à ausência de políticas públicas comprometidas com o cuidado simbólico e social das cidades. Segundo ele, a dificuldade de restaurar a Igrejinha do Rio Vermelho, fechada há anos, revela uma lógica de gestão que negligencia espaços capazes de articular cultura, saúde mental e pertencimento comunitário, aprofundando processos de exclusão e desorientação social.

“Eu penso que a cidade é um jardim, o estado é um jardim, o país pode ser considerado um jardim. E eu estou procurando jardineiros para cuidar da minha cidade e do meu estado. Se os políticos pensassem como jardineiros, plantando, cuidando e preservando, eu acho que nós teríamos melhores resultados”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: