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Antônio Nery critica apagamento da memória e abandono do patrimônio histórico
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Antônio Nery critica apagamento da memória e abandono do patrimônio histórico
Psiquiatra foi o convidado especial do Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (22)

Foto: Reprodução/YouTube
O esquecimento da própria história é um traço cada vez mais presente na sociedade baiana e brasileira. O alerta foi feito pelo psiquiatra Antônio Nery ao refletir sobre o abandono de espaços simbólicos e a fragilidade da preservação da memória coletiva, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (22). Como exemplo desse esquecimento, Nery a luta que tem há anos para restaurar a Igrejinha do Rio Vermelho, em Salvador.
“Eu acho que o grande problema desse povo baiano, e brasileiro por extensão, é a memória, é uma falta de memória extraordinária. As coisas são desmanchadas, deixadas de lado, esquecidas, porque a gente não cultiva a memória. Quando a gente despreza a memória, o que nos resta é um caos, uma coisa sem sentido”, afirmou.
Ao longo da entrevista, Nery relacionou o descaso com o patrimônio histórico à ausência de políticas públicas comprometidas com o cuidado simbólico e social das cidades. Segundo ele, a dificuldade de restaurar a Igrejinha do Rio Vermelho, fechada há anos, revela uma lógica de gestão que negligencia espaços capazes de articular cultura, saúde mental e pertencimento comunitário, aprofundando processos de exclusão e desorientação social.
“Eu penso que a cidade é um jardim, o estado é um jardim, o país pode ser considerado um jardim. E eu estou procurando jardineiros para cuidar da minha cidade e do meu estado. Se os políticos pensassem como jardineiros, plantando, cuidando e preservando, eu acho que nós teríamos melhores resultados”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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