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Antissemitismo antecede o Holocausto e não se resume a ele, diz pesquisador
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Antissemitismo antecede o Holocausto e não se resume a ele, diz pesquisador
Jornalista concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta terça-feira (27)

Foto: Reprodução/Youtube
O jornalista e pesquisador de origem judaica Bruno Huberman afirmou que o antissemitismo é um fenômeno histórico mais amplo e antigo do que o Holocausto e que não pode ser reduzido a ele. A declaração foi feita durante entrevista à Rádio Metropole, nesta terça-feira (27), em um debate sobre racismo, nacionalismo e os sentidos contemporâneos do antissemitismo.
"O antissemitismo é um fenômeno muito mais antigo que o Holocausto e não se reduz ao Holocausto, tampouco o Holocausto se reduz ao antissemitismo. O antissemitismo tem uma raiz religiosa; originalmente, é uma forma de racismo com origem no cristianismo", pontuou.
Ele explicou ainda que, com o avanço do nacionalismo na Europa, o racismo contra judeus passou a incorporar novas características, como a ideia de que se trata de um grupo pequeno, sem Estado, presente em todos os lugares e supostamente dominante no mundo, uma construção que nasce da perseguição histórica e é ressignificada como traço identitário.
Ao abordar a posição social dos judeus na atualidade, Bruno Huberman afirmou que, em geral, judeus são percebidos como brancos e se beneficiam dos privilégios associados a essa condição, embora isso não elimine a existência do antissemitismo. "Somos um tipo particular de branco. Não somos o europeu clássico.”
Huberman também fez críticas ao projeto político do Estado de Israel, afirmando que ele não se estrutura como um movimento de libertação. “O projeto de Israel é fundado na pureza biológica, no sangue judeu. Não é um projeto de libertação de oprimidos”, disse.
Confira a entrevista na íntegra:
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