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No primeiro monólogo, Débora Falabella aborda a violência contra a mulher como "uma questão mundial"

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No primeiro monólogo, Débora Falabella aborda a violência contra a mulher como "uma questão mundial"

Atriz apresenta seu primeiro monólogo em Salvador e destaca transformação provocada pela obra sobre violência contra mulher

No primeiro monólogo, Débora Falabella aborda a violência contra a mulher como "uma questão mundial"

Foto: Metropress/Marcelle Bittencourt

Por: Metro1 no dia 30 de janeiro de 2026 às 14:17

Atualizado: no dia 30 de janeiro de 2026 às 14:31

A atriz Débora Falabella comentou o impacto artístico e pessoal da peça Prima Facie, seu primeiro monólogo, durante entrevista ao programa Revele, da Rádio Metropole. Em cartaz, o espetáculo aborda o tema da violência contra a mulher a partir da trajetória de uma advogada criminalista que passa a enxergar o sistema jurídico de outro lugar. “Foi um aprendizado. Eu me tornei hiper-sensível ao tema, porque a personagem se tornou um sinal de alerta para mim”, afirmou.

Débora destacou que a força do texto foi determinante para aceitar o projeto. “Eu achei a dramaturgia fenomenal. É raro a gente achar dramaturgias perfeitas. É um texto que chega nas pessoas pela história da personagem, e não só pelo tema da violência. A personagem é maravilhosa, você vê ela enxergando um outro lado da situação, depois de anos defendendo agressores e vivendo num meio jurídico dominado por homens”, completou.

A atriz ressaltou que, apesar da peça ter estreado na Inglaterra, o tema é universal e pouco precisou de adaptação para o Brasil. “A gente tentou adaptar o mínimo possível, porque o tema é global. A violência contra a mulher é uma questão mundial”, disse. Ela também comentou a escolha estética da encenação. “A cena da violência não é exibida. Ela vira um depoimento. Isso é muito mais impactante, porque cada pessoa imagina de um jeito, e vem pela dor”, relatou.

A artista afirmou que o espetáculo tem provocado identificação direta do público, especialmente de mulheres. “Muitas ficam depois para contar histórias que viveram. Elas se sentem num ambiente seguro para falar”, contou. Para a atriz, Prima Facie ultrapassa o teatro e se torna um espaço de escuta e reflexão. “A peça faz as mulheres perceberem que muitas coisas que viveram foram violências, mesmo que de forma simbólica”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: