Quinta-feira, 05 de fevereiro de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

José Dirceu diz que problema não é a participação evangélica na política, mas as pautas defendidas

Rádio Metropole

José Dirceu diz que problema não é a participação evangélica na política, mas as pautas defendidas

Ex-ministro da Casa Civil concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta quinta-feira (5)

José Dirceu diz que problema não é a participação evangélica na política, mas as pautas defendidas

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 05 de fevereiro de 2026 às 13:19

O advogado e ex-ministro da Casa Civil José Dirceu afirmou que não há problema na atuação política de evangélicos ou católicos, mas, sim, no conteúdo das propostas que essas lideranças defendem. A avaliação foi feita nesta quinta-feira (5), durante o Jornal da Metropole no Ar. Dirceu está em Salvador, onde participa das atividades do Partido dos Trabalhadores (PT) em comemoração aos 46 anos da legenda, que seguem até o final de semana.

“Nós temos 35, 40% de votos dos evangélicos. Os evangélicos podem fazer política. Tem uma coisa errada aí na crítica aos pastores das igrejas evangélicas. No Brasil, a igreja católica sempre fez política. Nem vamos falar de patrimônio da igreja católica. Se olhar, só em Salvador, o patrimônio da igreja católica, você cai de costas. O problema nosso com evangélico ou católico não é por ser evangélico, mas com o que ele defende. Eu posso ser contra o que ele está propondo, porque ele está propondo escola cívico-militar. Eu não posso aceitar que nós vamos educar as crianças brasileiras para a guerra”, disse.

Ao aprofundar o tema, Dirceu afirmou que a divergência não está ligada à religião, mas às pautas defendidas por representantes religiosos no campo político. Segundo o ex-ministro, tanto lideranças evangélicas quanto católicas devem ser questionadas quando sustentam propostas como o modelo de escolas cívico-militares, que, em sua avaliação, expressam uma concepção de educação voltada para a lógica da guerra, incompatível com a formação democrática das crianças brasileiras.

Confira a entrevista na íntegra: