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Doença de Alzheimer surge antes da manifestação da demência, alerta Dr. Adriano Gordilho
Médico geriatra concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta quinta-feira (26)

Foto: Metropress
O Alzheimer precoce, que acomete pessoas com menos de 65 anos, tem aumentado nos últimos anos. Nesse contexto, durante entrevista ao Jornal da Bahia no Ar, nesta quinta-feira (26), o médico geriatra Adriano Gordilho afirmou que a doença começa 15 a 20 anos antes de surgirem os sintomas de demência. No entanto, os hábitos adquiridos durante a vida determinam de que forma, e em que momento, a doença vai se manifestar.
"A demência é um conjunto de sinais e sintomas que envolvem memória, julgamento, memória de trabalho, planejamento, orientação tempo-espacial e intelecto. Em resumo, a demência afeta a cognição [...]. No caso do Alzheimer, 15 a 20 anos antes da manifestação da demência, já começam a se depositar placas de beta-amiloide no cérebro [...]. Com o tempo, as placas de beta-amiloide continuam se depositando, causando inflamação nos neurônios. Esses neurônios vão se desorganizando e, eventualmente, morrem", explicou.
O médico ressalta que quanto maior a reserva cognitiva, mais tarde essas placas vão influenciar o surgimento da demência. Para Dr. Gordilho, adquirir hábitos saudáveis é fundamental para que o indivíduo envelheça bem. Mesmo que a escolha por uma vida saudável seja tardia, ele terá ganhos. "Atividade física aeróbica e muscular previnem doenças inflamatórias [...]. Como diabetes, cardiopatias, Parkinson", afirma. Ele acrescenta que, se antes era inexorável envelhecer mal, os avanços da ciência preventiva permitem que o indivíduo escolha como quer envelhecer.
Confira a entrevista completa:
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