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Diretora explica escolha da Ladeira da Misericórdia para documentário sobre Lina Bo Bardi e Lelé
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Diretora explica escolha da Ladeira da Misericórdia para documentário sobre Lina Bo Bardi e Lelé
Fernanda Brenner concedeu entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (4)

Foto: Samanta Leite/Metropress
A curadora e diretora artística da Pivô Arte e Pesquisa, Fernanda Brenner, afirmou que o trabalho sobre a Ladeira da Misericórdia parte da relação entre cultura e transformação social. Em entrevista à Rádio Metropole nesta quarta-feira (4), ela explicou que a pesquisa e o documentário em produção sobre o local foram motivados por essa perspectiva.
O projeto investiga as múltiplas histórias e camadas de memória da Ladeira da Misericórdia, no Centro Histórico de Salvador, a partir do legado arquitetônico de Lina Bo Bardi e do arquiteto João Filgueiras Lima, o Lelé. A área é considerada uma das mais antigas da cidade e conecta a Cidade Alta à Cidade Baixa, reunindo diferentes períodos da formação urbana de Salvador.
Segundo Brenner, a proposta é apresentar a complexidade histórica e cultural do território, incluindo relatos de pessoas que viveram ou se relacionam com a região. Entre os depoimentos já registrados está o de Arlete. A iniciativa também conta com parceria de pesquisadores da Universidade Federal da Bahia (UFBA) e dialoga com a proposta de requalificação pensada por Lina Bo Bardi para a ladeira nos anos 1980.
A diretora explicou ainda que a Ladeira da Misericórdia representa um ponto de transição entre diferentes áreas da cidade e que o projeto busca estimular um diálogo com o poder público sobre o futuro do espaço. Segundo ela, a pesquisa considera as diversas camadas históricas da região e pretende repensar o eixo que conecta a Rua Chile ao Comércio, e como Lina Bo Bardi e Lelé fazem parte de um capítulo dessa história mais ampla. “É uma das primeiras ruas pavimentadas do Brasil, todo o projeto é para contribuir que a complexidade daquele encontro seja mostrado primeiro de tudo para a população de Salvador, mostrar como a cultura pode trabalhar para criação e manutenção de estruturas do território.”
Confira a entrevista na íntegra:
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