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Caminhada de mulheres evangélicas contra o feminicídio busca romper tabu nas igrejas
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Caminhada de mulheres evangélicas contra o feminicídio busca romper tabu nas igrejas
Reverenda Bianca Daebs defende debate sobre violência doméstica dentro dos espaços religiosos

Foto: Fernanda Vilas/Metropress
A reverenda Bianca Daebs afirmou que discutir violência doméstica nas igrejas ainda é um grande tabu e defendeu que o tema precisa ser enfrentado dentro das comunidades religiosas. Em entrevista ao programa Metrópole Mais, da Rádio Metropole, ela destacou que muitas mulheres cristãs convivem com situações de agressão sem reconhecer a violência.
Segundo a reverenda, fatores sociais e religiosos ajudam a perpetuar esse cenário. Ela citou o patriarcado, além de questões de raça e classe, e apontou que determinadas interpretações religiosas podem reforçar relações abusivas. “Dentro das ambiências religiosas, nós temos o que a gente chama de violência religiosa de gênero”, explicou.
Para Bianca, a ideia de submissão feminina ensinada em alguns contextos pode dificultar a identificação e o enfrentamento da violência. “A submissão feminina é um problema para conter a violência doméstica dentro do ambiente religioso cristão”, disse.
Uma das iniciativas para ampliar esse debate é a I Caminhada das Mulheres Evangélicas contra o Feminicídio, organizada por Bianca Daebs e outras reliogiosas que apoiam a causa. Para a reverenda, levar o tema para dentro das igrejas é urgente. “Pautar o feminicídio dentro das igrejas já não é sem tempo”, concluiu.
Confira a entrevista na íntegra:
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