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EUA podem “bagunçar o tabuleiro” no Irã e depois abandonar o conflito, diz professor
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EUA podem “bagunçar o tabuleiro” no Irã e depois abandonar o conflito, diz professor
Internacionalista Tanguy Baghdadi afirmou que ataque dos EUA pode cumprir objetivos estratégicos sem compromisso de longo prazo na região

Foto: Reprodução
O professor de Relações Internacionais Tanguy Baghdadi afirmou que os Estados Unidos podem não manter compromisso de longo prazo com ações militares no Oriente Médio. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta quinta-feira (5), ele avaliou que operações do país na região podem ser interrompidas após o cumprimento de objetivos estratégicos, mesmo que os impactos do conflito permaneçam.
Baghdadi destacou que a estratégia norte-americana pode não incluir compromissos de longo prazo com a região. “Os Estados Unidos também não têm um compromisso com o longo prazo no Irã. Então, a qualquer momento, eles podem simplesmente parar de fazer o bombardeio e deixar lá e ver o que acontece”, afirmou. Segundo ele, em operações desse tipo, “muitas vezes você faz esse tipo de bombardeio e, em determinado momento, você fala assim, ‘olha, ganhamos’, e é isso, e simplesmente vão embora”.
Para o professor, mesmo sem um desfecho claro para o conflito, a movimentação militar pode atender a interesses estratégicos de Washington. “Então a impressão que eu tenho é que mesmo que você esteja apenas bagunçando o tabuleiro, para os Estados Unidos já cumpriu seu papel, mesmo que eles deixem a bagunça lá”, declarou.
Baghdadi também apontou que o cenário político interno dos Estados Unidos ajuda a explicar as decisões do governo de Donald Trump. Segundo ele, o país se aproxima de eleições legislativas em meio à queda de popularidade do presidente e à alta da inflação. “É óbvio, não há nenhuma dúvida de que isso aconteceria, mas fazer uma guerra pode dar uma distraída. E é importante a gente lembrar sempre que Donald Trump está envolvido até o pescoço com o caso Epstein, um caso pesadíssimo, que envolve tráfico sexual, envolve tráfico de influência, envolve abuso de menores”, afirmou o professor.
Confira a entrevista na íntegra:
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