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“Mortes no trânsito não geram comoção”, diz superintendente da Transalvador
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“Mortes no trânsito não geram comoção”, diz superintendente da Transalvador
Diego Brito afirma que acidentes fatais recebem menos repercussão que crimes com armas

Foto: Metropress/Fernanda Villas
Em entrevista ao programa Metropole Mais nesta quinta-feira (12), o superintendente da Superintendência de Trânsito de Salvador, Diego Brito, afirmou que as mortes provocadas por acidentes de trânsito ainda recebem menos atenção pública do que outros tipos de violência no país.
Segundo ele, a falta de comoção em torno desses casos contribui para que o problema não ganhe a mesma visibilidade que crimes com armas de fogo. “Porque as mortes no trânsito, a gente percebe, que não causam comoção. Então, se você ver os números de pessoas que foram mortas por arma de fogo, por exemplo, e as pessoas que foram mortas no trânsito, o de arma de fogo repercute bem mais do que as no trânsito”, afirmou.
O gestor também defendeu que os dados sobre acidentes sejam mais divulgados para ampliar a conscientização da população. “Então, é necessário que a gente divulgue esses dados, que a gente passe realmente a não olhar a Transalvador como um órgão que penaliza e sim como um órgão que salva vidas”, disse.
Durante a entrevista, Diego Brito também chamou atenção para o aumento de acidentes envolvendo motociclistas, especialmente aqueles que trabalham com entregas por aplicativo. “A gente fez uma pesquisa recente, por exemplo, que a gente visitou as baias onde eles vão pegar as entregas e muitos deles estão rodando 16 a 20 horas por dia. Então ninguém aguenta. O corpo humano não aguenta, né? E sempre na pressa, sempre olhando pro celular, e aí a consequência é aumento do número de acidentes e aumento do número de sinistros envolvendo motociclistas”, afirmou.
Confira na íntegra:
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