Quarta-feira, 25 de março de 2026

Faça parte do canal da Metropole no WhatsApp

Home

/

Notícias

/

Rádio Metropole

/

Janio de Freitas critica PowerPoint relacionando Lula ao caso Master e aponta “politiquice” na cobertura jornalística

Rádio Metropole

Janio de Freitas critica PowerPoint relacionando Lula ao caso Master e aponta “politiquice” na cobertura jornalística

Fala feita durante o Três Pontos desta quarta-feira (25) expõe despreparo do atual padrão de cobertura política e econômica brasileira

Janio de Freitas critica PowerPoint relacionando Lula ao caso Master e aponta “politiquice” na cobertura jornalística

Foto: Reprodução/YouTube

Por: Metro1 no dia 25 de março de 2026 às 12:16

A exibição de uma arte em um PowerPoint na GloboNews, que organizou fotos, nomes e ligações entre o presidente Lula, o PT, o banqueiro Daniel Vorcaro e outros personagens da política e do mercado financeiro, provocou críticas por sugerir conexões e responsabilidades não comprovadas. Durante o programa Três Pontos desta quarta-feira (25), o jornalista Janio de Freitas avaliou que a montagem expôs pessoas sem provas consolidadas, embaralhou suspeitas e transformou um caso complexo em disputa política travestida de cobertura jornalística.

“Estão ali comprometidas fotograficamente pessoas cuja responsabilidade, cujas irregularidades não estão comprovadas. Há de tudo ali naquele PowerPoint. E isso não é papel de jornalista, não. Talvez não seja nem de policial, mas, como eles precisam montar quadros para definir os rumos, as direções das suas investigações, é até tolerável que eles montem essas coisas com pessoas simplesmente citadas ou eventualmente suspeitas. Mas jornalismo, não. Isso é política baixa. Não é nem política propriamente dita, é politiquice”, disse.

A crítica de Freitas dialoga com a repercussão negativa da montagem, apontada por parte da imprensa como um recurso que simplifica um caso complexo e induz interpretações ao público. Ao centralizar Lula na imagem e não explicitar o grau de envolvimento de cada citado, a apresentação foi vista como um exemplo de cobertura apressada. Para o jornalista, isso reflete um momento de fragilidade do jornalismo político e contribui para confundir mais do que esclarecer, além de alimentar desconfiança sobre instituições como o Supremo Tribunal Federal.

“O jornalismo brasileiro está muito mal, muito mal, nesse momento de Master. Está faltando Master em jornalismo, nessa cobertura. Há muito chute, muito saque, muita precipitação, muita irresponsabilidade. Muita gente, muita coisa sendo citada. Pode ser que sejam os mais culpados de tudo, mas não há até agora indícios concretos, sólidos, convincentes para as afirmações que estão sendo feitas”, concluiu.

Confira o programa na íntegra: