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“A gente tem uma epidemia de feminicídio”: diz jornalista ao comentar Lei da Misoginia

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“A gente tem uma epidemia de feminicídio”: diz jornalista ao comentar Lei da Misoginia

Para Mariliz Pereira Jorge, proposta é necessária, mas apresenta fragilidades e tem sido alvo de polarização no debate público

“A gente tem uma epidemia de feminicídio”: diz jornalista ao comentar Lei da Misoginia

Foto: Arquivo Pessoal

Por: Metro1 no dia 26 de março de 2026 às 18:25

Deputados do Partido Liberal criticaram um projeto de lei aprovado no Senado nesta terça-feira (24) que inclui misoginia entre os crimes de preconceito e discriminação previsto na Lei contra o Racismo. Em entrevista para o Jornal da Cidade, a jornalista Mariliz Pereira Jorge apontou fragilidades na proposta e defendeu maior clareza na definição do crime.

Segundo ela, o contexto atual evidencia um problema grave e crescente de violência contra mulheres. “A gente tem uma epidemia de feminicídio. Todos os dias vemos notícias muito tristes de mulheres sendo mortas”, afirmou.

A jornalista também destacou que, nos últimos anos, houve um avanço no debate sobre igualdade de gênero e enfrentamento à violência. “Nos últimos 10 anos, as mulheres viveram um despertar para as questões do feminismo e para tudo que envolve principalmente a violência contra a mulher. Mas a sensação que tenho é que essa conversa não está acontecendo do outro lado”, disse.

Apesar de considerar a criação de uma lei sobre misoginia importante, Mariliz demonstrou preocupação com a forma como o texto foi elaborado. “A gente precisa de uma lei em relação à misoginia, mas me preocupa do jeito que ela foi colocada. Há fragilidades, porque não fica exatamente demarcado o que caracteriza esse crime”, avaliou.

Ela também criticou a forma como o tema vem sendo tratado no debate público. “O que estou vendo é que a discussão já foi sequestrada, como se fosse uma questão ideológica, e não deveria ser. A violência contra a mulher precisa ser uma pauta de todo o espectro político”, afirmou, ressaltando ainda a falta de clareza para a população sobre o que, de fato, está sendo discutido.