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Filme foi um ato de resistência, diz diretor do documentário “Terra Batida”
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Filme foi um ato de resistência, diz diretor do documentário “Terra Batida”
Jon Lewis comenta desafios da produção e destaca papel da oralidade nas tradições culturais

Foto: Emanuelly Gonçalves/Metropress
O diretor e roteirista Jon Lewis classificou o documentário Terra Batida como um “ato de resistência” durante entrevista à Rádio Metropole nesta segunda-feira (30). Ao comentar os bastidores da produção, ele destacou as dificuldades enfrentadas para viabilizar projetos culturais no país.
“Esse filme é um ato de resistência; trabalhar com cultura não é fácil, não é fácil arrecadar dinheiro para fazer coisas aqui”, afirmou.
O longa estreou na última sexta-feira (28) no Festival Panorama Internacional Coisa de Cinema e segue com sessões de reprise no Cine Glauber Rocha. Com 77 minutos, a produção percorre diferentes regiões da Bahia, como Salvador, o Recôncavo e a Chapada Diamantina.
Durante a entrevista, Lewis também comentou o ponto de partida criativo do documentário. “Pensei: o que conecta a gente? O ritual”, disse. A obra acompanha manifestações como o samba, a capoeira e o candomblé a partir de personagens reais, entre mestres, lideranças e praticantes, mostrando como essas tradições seguem presentes no cotidiano.
O projeto levou mais de 12 anos para ser concluído, passando por diferentes fases de desenvolvimento e financiamento no Brasil. Nesse período, a equipe acompanhou de perto comunidades e personagens, resultando em um documentário que aproxima o público das experiências, territórios e práticas culturais que permanecem ativas.
Confira a entrevista na íntegra:
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