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"Nem todos os pacientes que apresentam epilepsia têm convulsão", diz neurologista
A confusão que existe na relação entre crises epilépticas e convulsões atrapalham e retardam diagnósticos

Foto: Metropress/Fernanda Vilas
A neurologista do Mater Dei, Karla Couto, afirmou, em entrevista ao Metropole Saúde desta quinta-feira (2), que crises epilépticas e convulsões não estão necessariamente relacionadas. Os sintomas podem ser diferentes, dependendo do caso e da pessoa. Ela disse ainda que esta associação que as pessoas fazem, pode atrapalhar o diagnóstico.
"Crises epilépticas não necessariamente são as convusões, que é o que o leigo, a maioria das pessoas estão popularizadas em saber. Que a pessoa caiu, que fica rígida, bate os quatro membros, depois fica sonolenta. Mas nem todas as crises se apresentam dessa forma. Depende da região do cérebro. Onde a excitabilidade é maior, o paciente vai ter determinado sintoma. Então nem todos os pacientes que apresentam epilepsia têm convulsão. Então muitas vezes o paciente só chega pra gente quando tem a convulsão, então de fato tem um retardo no diagnóstico", disse a especialista.
Karla também comentou algumas causas para a epilepsia, dentre elas, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) foi citado. A região que foi morta no AVC, se torna mais propícia a ter crises epilépticas. "Existem pacientes que tem epilepsia desde a infância, foi autolimitada, parou em determinada idade, não vai voltar a ter. Mas existe uma população de pacientes que tem na fase adulta e idosa", completou.
Confira a entrevista na íntegra:
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