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Otto diz que "pecado original" foi não indicar Pacheco na origem de disputa e explica derrota no Senado
Senador detalha articulações desde eleição de Alcolumbre e aponta escolha fora do consenso como decisiva para revés do governo

Foto: Samanta Leite/Metropress
O senador Otto Alencar (PSD) atribuiu a derrota do governo no Senado ao que chamou de “pecado original” na condução política da vaga no Supremo Tribunal Federal. Em entrevista à Rádio Metropole, nesta quinta-feira (30), ele afirmou que a decisão de não indicar Rodrigo Pacheco no momento considerado ideal gerou insatisfação entre parlamentares e contribuiu diretamente para o resultado.
Segundo Otto, havia um ambiente favorável a Pacheco no Senado, considerado por ele um nome de consenso e com mérito, sobretudo após atuação institucional em momentos críticos da democracia. “O Senado inteiro queria Rodrigo Pacheco. Quando surgiu o nome dele, era praticamente unanimidade. Não indicar naquele momento foi o pecado original”, disse. Para o senador, a escolha posterior por Jorge Messias acabou encontrando resistência e abriu espaço para reação política dentro da Casa.
O parlamentar também citou a influência do senador Davi Alcolumbre como fator determinante e resgatou um episódio anterior para explicar o cenário atual. Segundo Otto, a origem do problema remonta à disputa pela presidência do Senado, logo após a eleição de Jair Bolsonaro. Naquele momento, Renan Calheiros aparecia como um nome forte, mas a entrada de Angelo Coronel na disputa alterou o tabuleiro. “Na véspera da eleição, ele me procurou dizendo que tinha 40 votos e nos induziu a votar nele, e não em Renan”, relatou.
De acordo com Otto, a projeção não se confirmou. Coronel teve apenas oito votos, incluindo os dele e do senador Jaques Wagner, o que acabou dividindo forças e abrindo caminho para a vitória de Alcolumbre com o mínimo necessário: 41 votos. “Se a gente tivesse ido com Renan, ele ganhava. Foi um erro de avaliação que mudou tudo”, afirmou.
Para o parlamentar, a combinação entre a insatisfação acumulada pela não indicação de Pacheco e a articulação política liderada por Alcolumbre resultou no revés do governo. “Foram dois fatores: não indicar Pacheco quando havia consenso e a atuação de Davi. Isso acabou pesando decisivamente”, concluiu.
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