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“Trump foi alertado pelo Pentágono sobre riscos à economia causados pelos ataques ao Irã”, diz Jamil Chade
Jornalista afirma que EUA ignoraram alertas sobre o Estreito de Ormuz e criticou avaliação equivocada sobre o regime iraniano

Foto: Metropress- Samanta Leite
Antes de autorizar o primeiro ataque dos Estados Unidos ao Irã, o presidente Donald Trump recebeu alertas diretos do Pentágono sobre os riscos da operação. A informação foi destacada pelo jornalista Jamil Chade em entrevista ao Jornal da Cidade nesta segunda-feira (4), ao comentar o cenário da guerra no Oriente Médio.
“Algumas horas antes de Donald Trump fazer o primeiro ataque os generais americanos foram ao Salão Oval para dizer para ele o seguinte: ‘Presidente, esse ataque vem com vários riscos, um deles é o fechamento do estreito de Ormuz’. E Donald Trump falou: ‘esquece, vamos adiante’”, relatou.
Na avaliação do jornalista, houve um erro de cálculo por parte dos Estados Unidos ao considerar que a eliminação de lideranças poderia desestabilizar rapidamente o regime iraniano. “Eles entraram em um conflito que pensaram que bastava matar os líderes e que iria se dissolver de forma instantânea. Não foi isso que aconteceu”.
Chade também destacou que o Irã já estava preparado para um cenário de confronto. “O Irã estava se preparando para esse dia, eu não diria há anos, há décadas. Os iranianos sabiam que isso era uma ameaça e se prepararam para isso”.
Apesar da continuidade da guerra, o jornalista avalia que Trump pode tentar construir uma narrativa de vitória. “Na minha opinião, Donald Trump vai encontrar uma forma de declarar vitória. Vai eventualmente reabrir o Estreito de Ormuz, dizer que os iranianos se comprometeram a reduzir sua produção de mísseis e tecnologia nuclear e declarar: ganhei a guerra, estou voltando para casa”.
Após quase dois meses de conflito, Chade afirma que não há sinais de colapso do regime iraniano. “Nós estamos chegando perto dos dois meses da guerra e não há sinal de que esse regime esteja se desfazendo. As pessoas morreram, os líderes morreram, mas o regime se preparou justamente por uma substituição quase automática da sua cúpula”.
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