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Mário e Marcelo Kertész discutem obsessão pela juventude e pressão estética nas redes sociais

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Mário e Marcelo Kertész discutem obsessão pela juventude e pressão estética nas redes sociais

No Conversas Inúteis sobre o que Ninguém Pediu desta sexta-feira (8), Mário e Marcelo Kertész refletiram sobre procedimentos estéticos e a construção dos padrões de beleza

Mário e Marcelo Kertész discutem obsessão pela juventude e pressão estética nas redes sociais

Foto: Reprodução/Rádio Metropole

Por: Metro1 no dia 08 de maio de 2026 às 09:57

A dificuldade de aceitar o envelhecimento e a busca constante por uma aparência jovem foram tópicos da conversa entre Mário Kertész e Marcelo Kertész durante o Conversas Inúteis sobre o que Ninguém Pediu desta sexta-feira (8). Entre ironias e provocações à indústria estética, os dois discutiram como a sociedade contemporânea transformou juventude e aparência em valores quase obrigatórios.

Ao comentar cirurgias plásticas e harmonizações faciais, Mário associou a tentativa de modificar o rosto ao medo da velhice e da morte. “Eu acho que é uma tentativa. Não é de fugir da morte, porque sabe que ninguém foge. Mas é de se sentir ainda longe da morte”, afirmou. Em tom irônico, ele também criticou procedimentos exagerados e disse ter “agonia” de transformações faciais excessivas, enquanto brincava sobre usar uma “peruca amarela” para esconder a careca.

Na sequência, Marcelo relacionou a pressão estética à cultura de aparências e às redes sociais. Segundo ele, os padrões de beleza passaram a ser amplamente disseminados pelo cinema, mas ganharam outra dimensão com a exposição constante da vida cotidiana na internet. “Hoje em dia com tanta rede social, todo mundo se mostrando lindo, cheio de filtro ou cheio de tratamento e tal, são pessoas próximas. Eu acho que a pressão na sociedade para se manter bonito é maior”, refletiu.

A conversa também avançou para uma crítica ao consumo e à influência do modismo sobre os desejos individuais. Para Mário, a indústria da beleza transforma tendências em comportamentos coletivos e esvazia a autonomia das pessoas. “A gente não tem mais desejo, não tem gosto, não tem nada. Somos forçados a seguir feito cordeirinhos”, concluiu.

Confira o programa na íntegra: