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“Juracy Magalhães foi muito maior do que qualquer outro governador”, diz historiador Vinícius Jacob
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“Juracy Magalhães foi muito maior do que qualquer outro governador”, diz historiador Vinícius Jacob
Pesquisador afirmou que ex-governador inovou ao visitar municípios e renovar quadros políticos

Foto: Luan Borges/Metropres
“Foi um horror. Getúlio Vargas era uma figura extraordinária. Foi uma estratégia dele porque ele queria quebrar a força de Juarez Távora. Esse jovem fez a maior revolução na Bahia, concentrou ela e a velha guarda não aceitou. Ele começou a projetar figuras da juventude da política”, declarou.
Ao comentar o impacto da gestão de Juracy Magalhães, Vinícius Jacob destacou a postura próxima da população e o estilo de atuação considerado incomum para a época. Para o pesquisador, o então governador se diferenciava pela presença constante no interior do estado.
“Juracy foi muito maior do que qualquer outro governador, principalmente pela juventude. Ele saía montado a cavalo, visitando municípios. Coisa que os governadores não faziam no passado”, afirmou.
Durante a entrevista, o historiador também falou sobre a criação do canal Baú Histórico, projeto voltado à divulgação da história da Bahia e de personagens que, segundo ele, acabaram esquecidos ao longo do tempo.
“O Baú Histórico começou no Orkut há muitos anos, depois foi pro Facebook e Instagram. Muitos baianos não conhecem a nossa história”, contou.
Vinícius explicou que a iniciativa surgiu a partir da experiência profissional no Centro de Memória da Bahia, onde percebeu a dificuldade de muitos estudantes em reconhecer figuras importantes da história política baiana.
“Trabalhei durante algum tempo no Centro de Memória da Bahia no Memorial dos Governadores e muitas vezes os estagiários de história contratados não sabiam quem eram aquelas figuras. Aí me veio a vontade de divulgar isso”, disse.
O pesquisador também criticou o esquecimento de personagens que participaram diretamente da construção política e urbana de Salvador e da Bahia.
“As pessoas dão mais valor às obras do que quem construiu elas. Quem faz a história é o homem. Essas figuras eram esquecidas. Quem foram essas figuras que administraram Salvador?”, questionou.
Confira a entrevista na íntegra:
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