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Sinísia Coni exalta tradição mexicana que celebra os mortos e lança livro em Salvador

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Sinísia Coni exalta tradição mexicana que celebra os mortos e lança livro em Salvador

Fotógrafa concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (11)

Sinísia Coni exalta tradição mexicana que celebra os mortos e lança livro em Salvador

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 11 de maio de 2026 às 12:41

A celebração mexicana do Dia dos Mortos, marcada por música, memória e alegria, inspirou o livro El Día de los Muertos, da fotógrafa Sinísia Coni, que será lançado nesta terça-feira (12), no Palacete Tira Chapéu, no Centro Histórico de Salvador. Em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (11), a fotógrafa explicou como a tradição mexicana transformou sua visão sobre a morte e deu origem à obra, publicada com apoio da Unesco.

“Só que a comemoração no Brasil é um dia triste, e lá é um dia alegre, porque eles acham que depois que a pessoa desencarna, apesar de invisíveis, eles se tornam naquele dia visíveis. Então eles colocam comidas que a pessoa gostava, músicas que ela gostava, porque acreditam que nesse dia eles vêm para o encontro dos familiares. É uma coisa muito bonita”, disse.

Segundo Sinísia Coni, a tradição nasceu da cultura asteca e foi incorporando elementos do catolicismo após a chegada dos espanhóis ao México. A fotógrafa destacou que, diferente da relação ocidental com o luto, os mexicanos celebram a continuidade da vida e mantêm viva a memória dos antepassados. A artista percorreu cidades mexicanas registrando cemitérios transformados em espaços de convivência, com músicas, comidas típicas e famílias reunidas ao redor das tumbas.

“É uma festa. O cemitério vira uma festa, uma alegria. Nada de mórbido. Quando você vê as caveirinhas, parecem mórbidas, mas as crianças adoram. E a morte não é uma coisa definitiva, como aqui no Brasil. É uma continuação”, explica Coni.

Sinísia contou que o livro surgiu após insistência do filósofo e escritor Marcos Bucão, amigo da fotógrafa, que enxergou força nas imagens acumuladas por ela ao longo das viagens pelo México. A fotógrafa contou que passou mais de um ano selecionando imagens entre um acervo de mais de 200 mil fotografias até chegar às 85 que compõem a publicação trilíngue. “No México, eles colocam fotografias de todas as gerações. A morte não é uma quebra do visível. Continua como uma corrente do invisível”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: