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José Trajano aponta “cafonaria milionária” da CBF em convocação e questiona espaço de Israel no esporte
Jornalista foi o convidado especial do Três Pontos desta quarta-feira (20)

Foto: Reprodução/Youtube
O jornalista, escritor e comentarista esportivo brasileiro José Trajano criticou a permanência de Israel em competições internacionais mesmo diante da guerra, do genocídio em Gaza e apontou diferenças no tratamento dado ao país em comparação à Rússia no esporte mundial. Durante participação no programa Três Pontos, nesta quarta-feira (20), Trajano também classificou a convocação da seleção brasileira para a Copa do Mundo de 2026 como uma “festa do marketing e dos patrocinadores” e comentou o poder econômico e político da CBF e de dirigentes históricos do futebol brasileiro.
“A Rússia foi banida pelo Comitê Internacional Olímpico e os países permitem que Israel passeie tranquilamente e frequente os palcos, as quadras, os campos de futebol e ginásios da Olimpíada e do futebol. Ainda bem que Israel não se classificou para a Copa. Mas eu queria falar da convocação, que foi um espetáculo bizarro, uma festa do marketing e dos patrocinadores. Eles empetecaram o Museu do Amanhã numa cafonária, gastaram milhões para agradar patrocinadores, marqueteiros e empresários”, afirmou.
Segundo Trajano, a convocação de Neymar foi tratada como “a cereja do bolo” da cerimônia organizada pela CBF. O comentarista apontou que campanhas publicitárias envolvendo o jogador já estariam prontas antes mesmo do anúncio oficial, reforçando, segundo ele, a relação entre futebol, publicidade e interesses financeiros. Trajano também comparou a ação brasileira com a divulgação discreta feita pela federação francesa, que apresentou os convocados por meio de um vídeo simples nas redes sociais.
“Aqui no Brasil, uma festa gastando-se milhões para a cereja do bolo, que era o ex-menino Ney convocado. Ficamos sabendo agora que ele já havia sido avisado antes pelo Ancelotti. Momentos depois da convocação, já saíram campanhas publicitárias nas redes sociais e televisões. Ele já faturou só nisso 30 milhões de reais. Já estava tudo preparado para essa convocação”, declarou.
Ao ampliar as críticas, Trajano citou nomes históricos ligados à CBF, como João Havelange, Ricardo Teixeira, José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, todos associados, segundo ele, a denúncias e suspeitas de corrupção ao longo das últimas décadas. Para o jornalista, “o esporte dá muito poder e muito dinheiro” a dirigentes e cartolas, enquanto presidentes de clubes sustentariam esse sistema por também se beneficiarem dele. “Todo mundo faz parte do mesmo conluio”, resumiu.
Confira o programa na íntegra:
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