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Psicóloga defende proteção coletiva às mulheres diante da violência cotidiana

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Psicóloga defende proteção coletiva às mulheres diante da violência cotidiana

Luciana Ventin concedeu entrevista ao Metropole Mais desta quarta-feira (10)

Psicóloga defende proteção coletiva às mulheres diante da violência cotidiana

Foto: Reprodução/Youtube

Por: Metro1 no dia 11 de junho de 2026 às 08:10

A sensação permanente de insegurança vivida por mulheres foi tema da entrevista da psicóloga Luciana Ventin ao Metropole Mais desta quarta-feira (10). Ao comentar os relatos reunidos pelo Jornal Metropole sobre violência, assédio e medo de circular sozinha pela cidade, a especialista destacou que o receio faz parte dos mecanismos de proteção, mas que a responsabilidade de garantir segurança às mulheres deve ser compartilhada por toda a sociedade.

"Eu acho assim, menino, homem, idoso, o que seja, tem o dever de proteger uma mulher. Então, se você ao enviar a mulher numa situação de violência, seja ela qualquer, inclusive a violência sexual, de assédio, é importante que você pontua e proteja aquela mulher de uma situação que ela tá ali e que às vezes ela não sabe reagir", disse.

Para Luciana Ventin, o enfrentamento à violência também passa pelo comportamento das próprias vítimas diante de situações de abuso. A psicóloga defende que mulheres sejam encorajadas a denunciar, reagir e não naturalizar episódios de assédio, rompendo uma cultura de silêncio que, muitas vezes, favorece a continuidade dessas práticas. Segundo ela, a postura adotada diante dessas situações pode reduzir a vulnerabilidade e servir de exemplo para crianças e adolescentes.

"Então, eu quando me posiciono, quando eu não calo, até a postura da gente muda, porque uma mulher que não fala, que não responde, que não se posiciona, ela também parece mais vulnerável. Então assim, quando a gente se posiciona, a gente mostra, por exemplo, então, eu digo sempre ao meu filho que a gente não pode se calar pra violência, a gente não pode se calar pro assédio, é importante a gente falar", concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: