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Antônio Prata lança app de novelas brasileiras feitas exclusivamente para celular
Inspirado em fenômeno que surgiu na China, aplicativo reúne novelas completas que podem ser assistidas em pouco mais de uma hora

Foto: Reprodução/Youtube
O escritor e cronista Antônio Prata afirmou que o Brasil está entrando em um mercado que já faz sucesso na Ásia e nos Estados Unidos: o das novelas produzidas exclusivamente para celulares. Em entrevista ao Jornal da Bahia no Ar nesta segunda-feira (15), ele apresentou o Tele Tele, plataforma brasileira voltada para os chamados microdramas, com capítulos curtos e formato adaptado às telas dos smartphones.
“Isso foi uma coisa que surgiu na China, um pouco antes da quarentena. São novelas feitas especialmente para celular e são microdramas porque são novelas que têm capítulos de um a três minutos. São 40 ou 60 capítulos que, em uma sentada de uma hora e meia, você vê a novela inteira”, explicou.
Segundo Prata, o formato se popularizou rapidamente em diversos mercados internacionais, o que motivou a criação de uma alternativa nacional. Para ele, o Brasil não poderia ficar de fora de um segmento que dialoga diretamente com a tradição do país na produção de telenovelas. “Explodiu na Ásia, depois nos Estados Unidos e está chegando na América Latina. Pensamos que o Brasil é um grande exportador de telenovelas e a gente estava perdendo isso. Eu e meu sócio resolvemos fazer novelas brasileiras, de qualidade, para celular. Aí fizemos o Tele Tele, que é um aplicativo para celular”, disse.
O escritor destacou que a produção mantém características semelhantes às das novelas tradicionais, mas exige adaptações tanto na linguagem visual quanto na narrativa. “A produção é muito parecida com a de uma novela normal, com a diferença de que pegamos a câmera e deitamos. Fazemos a produção e colocamos no aplicativo”, afirmou.
Prata ressaltou ainda que a principal mudança está na escrita dos roteiros, que precisam acompanhar o ritmo acelerado de consumo das plataformas digitais. “A diferença é a escrita porque os capítulos são curtíssimos, tem que ter um gancho a cada dois ou três minutos”, concluiu. Segundo ele, a proposta é oferecer conteúdo de qualidade pensado especificamente para o celular, acompanhando os novos hábitos de consumo audiovisual.
Confira entrevista na íntegra:
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