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Embaixador de Cuba aponta força da soberania cubana em possível ofensiva dos EUA: “guerra de um povo”

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Embaixador de Cuba aponta força da soberania cubana em possível ofensiva dos EUA: “guerra de um povo”

Victor Manuel Cairo Palomo concedeu entrevista ao Jornal da Metropole no Ar desta segunda-feira (15)

Embaixador de Cuba aponta força da soberania cubana em possível ofensiva dos EUA: “guerra de um povo”

Foto: Metropress/Emanuelly Gonçalves

Por: Metro1 no dia 15 de junho de 2026 às 13:11

A disposição do povo cubano para defender sua soberania diante de uma eventual invasão militar dos Estados Unidos foi destacada pelo embaixador de Cuba no Brasil, Victor Manuel Cairo Palomo, em entrevista ao Jornal da Metropole no Ar nesta segunda-feira (15). Durante a conversa, o diplomata afirmou que a maioria dos cubanos segue comprometida com a defesa da Revolução e da independência nacional. Ainda nesta segunda, Cairo participa, em Salvador, do ato político-cultural “Cuba Não Está Só”, na Universidade Federal da Bahia (UFBA) às 18h, que debaterá a situação econômica e política da ilha e os impactos do embargo norte-americano. 

“A maioria da população cubana defende o seu sistema político. Defende sua revolução, defende sua independência e sua soberania. Não é o mesmo Cuba que outros países da região. Cuba é um processo histórico. Cuba é resultado da luta por independência do nosso país”, declarou o embaixador.

Ao contextualizar o cenário atual, Cairo afirmou que a Revolução Cubana nasceu justamente da resistência ao domínio externo e que essa tradição permanece viva. Segundo ele, apesar das dificuldades enfrentadas pela população, a defesa da independência nacional continua sendo um elemento central da identidade cubana. O diplomata também argumentou que a pressão exercida por Washington ao longo das últimas décadas não alterou esse sentimento de pertencimento e soberania.

“Cuba tem uma doutrina que se chama doutrina de luta popular, resistência popular. É a guerra de todo povo. Nenhuma potência militar no mundo pôde vencer a luta contra um povo”, afirmou.

Para o embaixador, uma ação militar contra a ilha produziria consequências imprevisíveis até para os próprios Estados Unidos. Ele sustentou que as agências de segurança norte-americanas historicamente consideram esse cenário inadequado e lembrou que Cuba “não é uma ameaça para os Estados Unidos”. Ao mesmo tempo, relacionou as dificuldades atuais ao bloqueio econômico e reforçou a disposição dos cubanos de manter a resistência. “Os cubanos, cada vez que foram vítimas de ataques dos Estados Unidos, reconstruíram sua independência e sua intenção de construir uma sociedade diferente”, concluiu.

Confira a entrevista na íntegra: